Venho para o único lugar onde posso descansar. Onde posso repousar minha cabeça, ficar em silêncio e fechar meus olhos. Onde meus problemas magicamente desaparecem e dão lugar a uma sensação prazerosa. Vou para o único lugar onde sinto o que é ser especial. Vou para o seus braços. Talvez o único lugar que não haja mentiras, rancores, mascaras. Talvez o único lugar que olhares dão razão as palavras, onde um beijo consegue valer mais que qualquer coisa, onde algo sussurrado vale mais que um grito. Repouso em seus braços. Seus ombros me dão confiança, viram escudos de todo mal que tenta se absorver da minha vulnerabilidade dos meus problemas. Sou confusa. Perto de você tudo que parece estar errado se indireta. Você não é mágico, nem psicologo. Mas existe uma – umazinha – característica que faz todo esse milagre: o seu amor.
“Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo
…são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.
Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.
Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar – que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.
Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.
Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.”
Martha Medeiros
Trilha sonora do dia
Uhul! Muito bom só ter aula até quarta, né? Primeira vez que não reclamo de uma segundona… Hehe. Bem, mas vamos a cantora de hoje: Elizabeth Huett. Tem uma história de vida linda… Foi adotada com apenas três dias de vida, e em vez de se lamentar pelo ocorrido é a pessoa mais sorridente e fofa do mundo! Ela já até fez parceria com Taylor Swift sendo backvocal… Demais, né? E sabe o que a Hillary Scott da Lady Antebellum disse dela? “Liz tem essa alegria com ela que é contagiante. Eu realmente acredito que o seu talento e espírito doce, junto com sua história surpreendente, não só irá levar a grandes coisas para ela, mas inspiram outros a sonhar grande bem.” Já nasceu diva! <3
Final
Sempre fui aquele tipo de menina que não gosta de extremos. Você sabe disso mais do que ninguém. É estranho pensar que nossa história se cruze e descruze tanto por ai. Só que dessa vez parece que chegou ao final. Nunca gostei de palavras extremistas – apesar de escrever sempre com elas -, mas é hora de encaixa-las na nossa história. Talvez um adeus seja um palavra um tanto comum para me despedir. Já inventaram uma palavra que exprima todos os sentimentos vividos com você? Acho que não. Seria demais tentar escolher uma para definir amor, carinho, respeito, confiança e afeto. Seria demais uma palavra para definir a intensidade. A saudade. Sua voz inconfundível. Meu professor de química é de São Paulo e tem o mesmo sotaque que você, até nisso você consegue ser memorável. Queria, porém, dizer que você fora o primeiro de algo… Não foi. Talvez as primeiras experiencias tenham passado, ou elas sequer existiram. Foram todas restritas a uma chamada de duras horas e centenas de quilômetros. Não sei. É estranho pensar que duas almas se conectem tão distantes. Quilômetros me lembra você também. E fofura. Mas você tá longe. Longe. Longe. Longe. Distancia. Merda. Quero você de corpo aqui do meu lado. Quero você. Físico. Por inteiro.
Te vejo
Te vejo de longe, em meio a multidão que passa entre nós. Todo se desfoca, o resto vira resto e seus olhos miram aos meus. Doces, delicados. Intensos. Queria entender a intensidade de um olhar, de um gesto, de nós. A razão perde para o sentimento. De novo. Meu coração começa a bater tão rápido que alguém lá longe consegue escutar. Eu esqueço como respirar. Seu perfume me embriaga. Cada vez mais perto. Seu abraço. Seus ombros largos me protegendo. De tudo. De todos. Palavras ao pé do ouvido. Sua mão na minha. Sua mão na minha nuca. Seus lábios. Meus lábios. De repente tudo vira um só. Em sintonia. Diferentes corações, mas um mesmo sentimento: De amar.
Fotos da semana
Nicholas Samaras é um fotografo que está chamando muita atenção. Ele tira fotos magnificas. E sabe do que? Do fundo do mar. Ou seja: Ele encontra criaturas maravilhosas, coloridas, camufladas e que parecerem posar para sua câmera. Ele já ganhou muitos prêmios e é totalmente apaixonado por mergulhos. O mais legal? Ele mergulha geralmente na Grécia, um país que eu sou louca para conhecer, seja pela cultura, seja pelas belezas naturais lindas. O trabalho dele é simplesmente demais, e só faz eu ficar pasma de como a natureza é fascinante!













