Final

Final

Sempre fui aquele tipo de menina que não gosta de extremos. Você sabe disso mais do que ninguém. É estranho pensar que nossa história se cruze e descruze tanto por ai. Só que dessa vez parece que chegou ao final. Nunca gostei de palavras extremistas – apesar de escrever sempre com elas -, mas é hora de encaixa-las na nossa história. Talvez um adeus seja um palavra um tanto comum para me despedir. Já inventaram uma palavra que exprima todos os sentimentos vividos com você? Acho que não. Seria demais tentar escolher uma para definir amor, carinho, respeito, confiança e afeto. Seria demais uma palavra para definir a intensidade. A saudade. Sua voz inconfundível. Meu professor de química é de São Paulo e tem o mesmo sotaque que você, até nisso você consegue ser memorável. Queria, porém, dizer que você fora o primeiro de algo… Não foi. Talvez as primeiras experiencias tenham passado, ou elas sequer existiram. Foram todas restritas a uma chamada de duras horas e centenas de quilômetros. Não sei. É estranho pensar que duas almas se conectem tão distantes. Quilômetros me lembra você também. E fofura. Mas você tá longe. Longe. Longe. Longe. Distancia. Merda. Quero você de corpo aqui do meu lado. Quero você. Físico. Por inteiro.