Nomofobia

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Dia desses criei uma conta no Instagram. Não sou muito chegada nas redes sociais porque envolvem tomar conhecimento da vida de gente que eu não ligo, então tive a brilhante ideia do meu user ser um nome qualquer, com a única função de seguir só os perfis de assuntos que me interessam. Numa dessas indicações do próprio Instagram, parei no perfil de uma adolescente com MUITOS seguidores e fotos bonitas.

Até ai tudo bem.

Mas o que me deixou com a pulga atrás da orelha, foi que as fotos alternavam ao culto do budismo, amar o próximo e meditar, enquanto nas outras tinham mil looks do dia com marcas de roupas que já foram denunciadas e noticiadas no mundo inteiro por usarem trabalho escravo e à tiracolo carregava bolsas de grifes caras e de couro.

Fiquei curiosa por ver se mais alguém percebia isso e a surpresa foi maior ao ver que virou tendência – ou se já existia e eu era alheia a isso – as pessoas necessitarem explanar nas redes sociais uma vida totalmente diferente da que vive. Não conheço muito sobre o budismo mas eu sei que:

1) Apesar da controvérsia das vertentes budistas sobre comer carne, todos entram num consenso que não se deve matar por interesses mesquinhos e por apegos fúteis. Isso inclui usar o couro de um animal numa bolsa de grife.

2) Evitar ao máximo uma vida regada a supérfluos.

Claro que são ensinamentos rígidos e complicadíssimos mas eu só queria mesmo mostrar a contradição que existe entre e menina e a princípios que ela diz seguir. Acho que o ponto não é conseguir seguir os ensinamentos e chegar lá e sim se esforçar – ou neste caso, conhecer um pouco mais do budismo.

Eu realmente não sei qualé das pessoas fingirem uma crença que não condiz com o padrão de vida ou simular toda uma ideologia só pra parecer legal. Isso me assusta um tiquin porque os valores estão sendo distorcidos ao ponto das pessoas preferirem aparentar o que não são na internet do que perder um pouquinho do tempo delas para se encontrar, descobrir como é, do que gosta, qual ideologias acredita e quais não.

A verdade é que nunca vai existir auto entendimento – e, na minha opinião, só compreendendo a si mesmo que se consegue encontrar o que te faz feliz – sem desconectar um pouco do celular e focar um pouco só em você.

Um alô para esclarecer tudo.

hola

É um tanto melancólico visitar qualquer uma das minhas redes sociais depois de um sumiço vergonhoso. Tenho o péssimo hábito de adiar as coisas e só depois perceber o estrago que causou. Fiquei sem dar noticias por dois meses e acho que é melhor começar por elas.

A primeira é que eu estou bem. Acabei deixando de lado o cursinho (espero que temporariamente) e me focando na faculdade. Descobri pessoas com o mesmos interesses que os meus (acredite, esse fato é inédito para mim) e amando cada assunto apresentado em sala de aula. Além da parte do estudo, os meus colegas são bem parceiros e toda aula acaba em barzinho. :P

A segunda é que como sempre, minhas crises existenciais que me fazem questionar até o corte do meu cabelo, não acabaram. Isso quer dizer que, para quem me conhece um pouco pelo blog, andei questionando algumas coisas e em parte, foi o motivo de eu ter me ausentado de tudo. Vou tentar detalhar: Eu costumo ser competitiva, e com o blog não seria diferente. O que começou por lazer acabou tomando parte do meu tempo livre tornando-se maçante. Comecei a ligar para visualizações, seguidores e curtidas no Facebook e isso acabou me direcionando para os blogs ~~famosinhos~~ e quis repetir a dose: looks, maquiagem, nail art e coisas do tipo. Isso não é minha praia e foi o que mais me desmotivou. Eu dedicava umas cinco horas para o blog e quando me dei conta, estava agindo como não era só para ganhar fama e ver o blog decolar. Gananciosa, né? Shame on me! Rs. Eu entendo assuntos “menos pesados” fazem mais sucesso (não que meu blog seja pesado, mas a maioria dos meus textos são um pouco tristonhos, vamos combinar!) mas ver blogs fazendo mais sucesso apenas com “looks jabá” e pouca atenção das donas, me deixava um tiquin frustrada.

A terceira é que pretendo continuar com alguns textos e se rolar tempo, especiais de viagem (um dos meus assuntos preferidos), mas não vou fazer mais do blog uma prioridade e tratar como um dever, como antes. Vai ser apenas uma forma de aliviar alguns sentimentos e organizar os pensamentos. Como no comecinho do blog, 1 ano e meio atrás (dá pra acreditar que já faz todo esse tempo?), alguém lembra dessa época?

É isso.

:)

Senhor

senhor

Que eu peça perdão, mas talvez, meu senhor, toda essa loucura seja um pouco de solidão.

É, solidão. Solidão mesmo estando rodeada de gente, uísque e musica alta que me faz querer dançar até amanhecer e não me importar com minhas têmporas doendo no domingo de manhã.

É, eu sei. É meio confuso… Mas me responda senhor, quem não é? Adicione uma mente naturalmente indecisiva, com a mutação para a fase adulta, o bendito vestibular e necessidades que antes não me eram conhecidas… Soa um filme de terror que Hitchcock assistiria com os olhos brilhando… Se bem que não quero um final trágico como a maioria dos seus filmes. Mesmo pessimista, sou clichê: quero meu final feliz.

Pois é. Eu sei. Quem faz é a gente. Mas tudo parece tão distante e eu ando tão fraca. Assumir é o primeiro caminho? Eu tô empacada nele então há seculos. Isso me faz ser pior do que eu já sou. Assumo e continuo errando. Sofrendo por errar e por agir errando. Falando em voz alta soa ainda pior.

A tal da força de vontade não existe. Não em mim.

O que? Falar é fácil viu, meu caro. Aham. Eu procuro e não acho. Dizendo assim dói mais, mas ó: O senhor tem razão. Tô precisando mesmo parar de me fazer de fraca e lutar pelo que eu quero. A vida é uma só e cada segundo que passa me aproxima mais do fim dela. Poderia ser mais clichê? Eu sei que não. Mas essas frases fazem que minha mente saia um pouquinho da inércia que ela se encontra.

Ah sim. Sobre a solidão. Me sinto sozinha. Mesmo tendo alguns amigos que me escutem as três da manhã tendo que acordar as cinco e meia da manhã do mesmo dia. É. Tenho sorte de ter um desses ao meu lado.

Ok. Vou parar de dispersar meus pensamentos voantes e organiza-los de uma vez. Quem sabe o senhor consiga protagonizar minha mente e me dar uma solução. As vezes acho que lido com uma parte minha que necessita de manicômio urgentemente. Ok. Sem dramas. Ok, ok. O senhor é quem manda.

É que as vezes meus pensamentos costumam ser só meus, sabe? Meio de pensar, agir, sonhar e idealizar. Me sinto solitária quando vejo que todos os meus gostos se diluem nos dos meus amigos e acabo fazendo parte de um dueto só meu de programas e sentidos que ninguém quer experimentar. Ninguém gosta de ser sozinho, né? Eu não sou diferente.

Tentarei, senhor. Eu sei. Você não tem as respostas de nada. Eu nem esperava. Mas precisava falar e vomitar todas as angústias dentro de mim.

Desabafar. Apenas isso.

Recomeço

texto sem nome

É muito mais fácil entregar-se á qualquer dor efêmera que nós julgamos ser eterna. É muito mais fácil ficar prostrado diante de algo que nós – repito – julgamos ser eterno sem o mínimo de ação. É muito mais fácil cruzar os braços e ficar paralisado. Mas, como já é de desconfiar, o caminho mais fácil é o mais traiçoeiro.

O caminho mais fácil é o que te leva direito para o fundo do poço. Sem a mínima chance de se recuperar ou sair dele. É tão descomplicado. Deitar em um quarto escuro e vivenciar mil vezes o problema e encarnar a mocinha sofrida. O caminho mais árduo é o mais recompensador. É difícil? E como! Mas são os empecilhos que nos fazem crescer. É nos perregengues que nós conseguimos amadurecer. Frase clichê de livro de auto-ajuda, não? Mas é a mais pura verdade. Tentei não usar nenhuma metáfora, mas não consigo esquecer daquela frase batida mas tão útil: “até um pé na bunda te empurra para frente”.

É com as lágrimas e nos momentos mais complicados que nós temos que arranjar uma força sobrenatural e seguir em frente. Pegar uma experiencia tão ruim e transforma-la em motivação para crescer. Quantas pessoas conhecidas por ai não se tornaram quem são por causa disso?  Se elas conseguem, por que não nós? Ou melhor, eu?

É. Esse texto é um auto-ajuda para mim mesmo. Para ver se eu paro de molengar um pouco e cresço com essa fase ruim que anda me perseguindo.

Para ler no futuro e me mostrar que eu consegui sim e cresci com toda essa tempestade.

Que assim seja.

afelicidade

afelicidade

Qual é o lugar mais longe daqui? -Ou dos meus problemas? -.

As vezes eu complico demais, e os outros complicam ainda mais. Se ser humano é ter emoções, mas só devemos expressar as de felicidades. Ninguém realmente se importa, e os cargos de amigos servem para compartilhar os momentos felizes e colocar para de baixo do tapete os tristes. Guarde para você mesmo. Ninguém realmente se importa.

Em vez de mascarar uma felicidade extrema e imutável, eu aceito uma passagem só de ida para qualquer planeta inabitável. Onde o tempo passe mais devagar e eu consiga pensar em tudo – em nada -. Onde mil e um problemas não caiam no meu colo e eu consiga usar a razão – que anda tão em falta por aqui -.

Estou agindo no conformes, mas não estou sendo eu. Ser eu é tão… difícil.

Queria um pouco mais de moleza.

Tenho precisado…

tenho precisado

Tenho precisado estar menos sozinha. Caminhar de mãos dadas, dedos entrelaçados e almas conectadas.

Tenho precisado viver algo clichê. É que todo clichê é feliz e fácil. Não tem complicação, não tem o real sentido das coisas, não tem mas, portanto, todavia. Tenho precisado acreditar, também: em príncipes encantados, contos de fadas e finais felizes. Sem partes dramáticas, questionamentos extensos e exigências básicas que parecerem ser exorbitantes.

Tenho precisado compartilhar sorrisos e olhares cúmplices. Dormir de conchinha e acordar com um céu rosado e vento gelado.

Tenho precisado reinventar: uma história afortunada ao lado de alguém que tire sorrisos de mim.