Dentro de mim

dentro de mim

De repente não quero mais ser eu mesma. Desligar dos meus sentimentos me faria melhor. Muito melhor. Essas noites que passaram foram longas… até demais. Custaram meu sono. Meus pensamentos falavam tão alto que nem o the kooks no volume máximo conseguiram silenciar. Queria o silêncio. Para variar um pouco. Meu coração e minha mente. É tanta coisa e em tão pouco tempo para resolver. Eu penso demais e sinto demais. E nem sei mais responder se essa intensidade que existe aqui dentro é qualidade ou defeito.

” Medo de amar? Parece absurdo…

medo de amar

…com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.”

Martha Medeiros

Daqui uns dez anos…

Daqui uns 10 anos

Daqui uns dez anos… É impossível imaginar o rumo que minha vida tomará e mesmo assim eu ainda tento. Quero descobrir se já vou ter os três filhos que planejo, se já vou estar casada e como ele será. Vou ser uma advogada séria e clássica ou uma socióloga maluca e contestadora? Ou um pouquinho de cada? Como vou ter encontrado meu marido? Sei lá. Será que a gente vai se esbarrar em algum teatro diferente e ser amor a primeira vista? Será meu colega de classe na faculdade? Ou algum amigo que se tornou algo mais? Ele vai ser ruivo, moreno ou loiro? Olhos claros ou escuros? E meus filhos? Vão parecer comigo?

Ano de decisão e vestibular. Mil e uma perguntas e poucas repostas. Ano de vestibular é o ano que sua vida inteira passa pelos seus olhos enquanto o professor de química tenta resolver um exercício que você julga impossível. E justo essa explicação vai cair no ENEM ou na Fuvest. É o ano em que você não sabe o que quer… ou se sabe imagina como será sua vida financeira. Como você vai convencer seus pais a mudar de cidade. De estado. De região. E morar sozinha. Se aventurar em algo totalmente novo e desconhecido. Largar a vidinha mais ou menos da sua cidade para tentar a sorte em uma cidade gigante e cheia de oportunidades. Ou seria uma cidade formigueiro que um membro não faz falta? Sei lá. Ano de vestibular é assim. Se sentir muito velho e muito novo. Tudo ao mesmo tempo. Ser quase adulto e quase adolescente. Época de se sentir estranho.

Trilha sonora do dia

benny walker

Ai, semana com feriado sempre dá uma tristezinha, né? Nada como uma musica gostosa de ouvir e alto astral para animar. Apresento-lhes Benny Walker! Outro australiano que conquistou meu coração. Já percebeu que falo bastante deles né? Sempre acho bandas boas de lá. Dessa vez a misturinha é um pouco diferente:  blues clássico misturado com surf music e uma guitarra no fundo. Uma mistura muito diferente e que deu super certo!

Fotos da semana

Se semana passada as fotos foram sobre o fundo do mar, hoje vai ser do universo. Sou apaixonada e intrigada como algo pode ser infinito e tão maravilhoso. Sempre fui fascinada pelo céu que já cogitei seriamente em fazer astronomia na faculdade… Ia ser bem legal né? As fotos foram tiradas pela NASA e eles sempre divulgam fotos maravilhosas no site, vale a pena a visita lá. Alias, tirei as fotos em uma matéria no site da superinteressante, é de cair o queixo! INCRÍVEL.

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#Sabadão

capa

E mais um #sabadão pra aquecer esse final de semana estendido por causa do feriado! Melhor coisa… principalmente para mim que tenho integral e provas de sábado! Hahaha! Vamos as dicas?


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