Daqui uns dez anos…

Daqui uns 10 anos

Daqui uns dez anos… É impossível imaginar o rumo que minha vida tomará e mesmo assim eu ainda tento. Quero descobrir se já vou ter os três filhos que planejo, se já vou estar casada e como ele será. Vou ser uma advogada séria e clássica ou uma socióloga maluca e contestadora? Ou um pouquinho de cada? Como vou ter encontrado meu marido? Sei lá. Será que a gente vai se esbarrar em algum teatro diferente e ser amor a primeira vista? Será meu colega de classe na faculdade? Ou algum amigo que se tornou algo mais? Ele vai ser ruivo, moreno ou loiro? Olhos claros ou escuros? E meus filhos? Vão parecer comigo?

Ano de decisão e vestibular. Mil e uma perguntas e poucas repostas. Ano de vestibular é o ano que sua vida inteira passa pelos seus olhos enquanto o professor de química tenta resolver um exercício que você julga impossível. E justo essa explicação vai cair no ENEM ou na Fuvest. É o ano em que você não sabe o que quer… ou se sabe imagina como será sua vida financeira. Como você vai convencer seus pais a mudar de cidade. De estado. De região. E morar sozinha. Se aventurar em algo totalmente novo e desconhecido. Largar a vidinha mais ou menos da sua cidade para tentar a sorte em uma cidade gigante e cheia de oportunidades. Ou seria uma cidade formigueiro que um membro não faz falta? Sei lá. Ano de vestibular é assim. Se sentir muito velho e muito novo. Tudo ao mesmo tempo. Ser quase adulto e quase adolescente. Época de se sentir estranho.

Quanto ao pessimismo alheio e todo resto

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Adicione um curso com pouca concorrência e quase noventa por cento voltado para lecionar, uma escola repleta de mimados e tenha uma situação quase comum: Preconceito e pessimismo alheio.
Dizer sobre o curso que pretendo fazer em uma faculdade é sinônimo de passar fome e olha que ainda nem escolhi o que quero fazer. Seria mentira dizer que não me preocupo com a renda no meu bolso no final do mês, mas não é algo que me faça desistir dele.
“Mas quem faz esse curso, noventa e nove por cento passa fome, faz medicina”. “Eu serei o um por cento que fará um banquete”, rebato com o sangue fervendo nas veias. E um “ps” aos leitores sofistas existentes por ai, as réplicas não são feitas no intuito de preocupação com meu futuro, e sim devido a mentalidade que só os cursos de medicina e direito prestam. Vai entender, né? Tenho uma mentalidade quase ingênua a objetivos: Se você for o melhor, você conseguirá destaque. Penso que em toda profissão se você obter melhores resultados, irá ser o melhor, e consequentemente ganhará prestigio. Mas ai vem a parte maliciosa da história: Eu sei que para fazer isso vou precisar RALAR em muito.
Entendeu o meu raciocínio? Agora estenda isso para o resto da sua vida. Plante esforço, e ganhará prestígio. Quando ao pessimismo alheio? Faça o mesmo que a foto ali, logo acima. Apenas uma sugestão.

Perfeito ou provável?

As vezes a perfeição prega peças. E ela nem é tão perfeita assim… Quando vivemos uma situação, os esforços são menosprezados, as qualidades diminuídas, mas os defeitos, ah!… estes são exaltados. Como se tudo fosse um sonho.

Como é gostoso sonhar, ter todas as soluções ao nosso alcance, todos os meninos ao nosso pé, e todas as nossas rixas abaixo dele. Mas uma dose de realidade cai bem ás vezes! Uma vida cheia de acontecimentos é muito mais gostosa, mais emocionante. Ou vai me dizer que você não se diverte em uma montanha-russa?

As vezes me vejo nesses paradoxos. Perfeição. É tão difícil ser perfeito, quem sabe de longe os defeitos se tornem invisíveis. Mas chega uma hora que as críticas perfeccionistas param de tomar conta da sua vida. Seus olhos se abrem para os detalhes, aqueles, que fazem toda a diferença… O lado positivo sobressai ao negativo. Olhando assim, a vida se torna mais interessante, não?!