Fundo

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Queria me desconectar, nem por alguns minutos, do mundo lá fora. Desconectar de gente que me odeia, me ama, e quem não dá a mínima pela minha existência.

Queria entrar dentro de mim, desvendar a profundidade do que eu sinto, do que eu penso, do que eu raciocínio. Por um instante sequer, queria me entender. Me colocar em um sofá e ficar horas ouvindo a mim mesma e talvez achar o remédio para o que eu tô sentindo.

Talvez se eu entendesse o que se passa de mim, poderia me auto medicar. Para um fora, chocolate. Para uma desilusão, álcool. Para a solidão, amigos. Mas nem eu sei o que se passa dentro de mim.

Sou uma mistura, tão, tão complicada, que no final tudo fica tão embolado, que para desentrelaçar todos os nós levariam séculos… Mas bem, estou dando o primeiro passo, aqui, escrevendo.

Sonhos interrompidos

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Sou feita de sonhos interrompidos, promessas mal feitas, e objetivos mal alcançados. Sou feita de covardia, pouca força de vontade e determinação.

A vida é dura, para quem é mole… Já dizia o ditado. Mas e quando cansamos de ser fortes e queremos apenas ser levadas pela maré, sem rumo, sem sentido, sem direção? Ser forte cansa tanto. E ser forte quando seus objetivos não estão sendo alcançados dói mais ainda.

Até quando desistir é fora de coagitação? Até quando desistir pode trazer vantagens? Quando vou saber a tênue diferença entre o que é desistir de um sonho e persistir no que dá errado?

Ser forte é uma incógnita, e até hoje eu não acho solução…

Simplicidade

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Queria sair da cidade, e morar na praia, aproveitar o vento, sentada na rede, e curtir minha família. Ás vezes não dá uma canseira de viver nesse mundinho tão corrido e poluído?

Ficar em um ambiente que não nos faz bem, é incrivelmente desgastante. Ás vezes me importo com o que não deveria, e me sinto encurralada quando me vejo querendo comprar uma bolsa caríssima bem no estilo Chanel… Quando cai a ficha que estou sendo fútil, me dá uma vontade gigante de sair um pouco dessa realidade, e dar valor as coisas simples.

Viajar para a praia, deixar esses o aranha-céus e parar de respirar um pouco de ar poluído. Sair da internet. Sair dos blogs de modas. Sair da tendências. Mil maquiagens. Bolsas. Sapatos. O que eu queria mesmo, era desconectar de tudo, inclusive dos meus problemas.

Paradoxo

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 Sempre gostei de te olhar a pé de olho. Enquanto balanço meus pés em um vai-e-vem chato, você me observa e tenta prever qualquer atitude. Ás vezes acho que analisa o quanto meu cabelo esta despenteado para notar meu humor. Já te falei o quanto eu te acho fofo fazendo isso? E confesso que, engraçado. Já te disse milhões de vezes que nem eu mesma me entendo. Vivo mais no mundo na lua, do que aqui, em terra firme. Talvez se você visse alguns dos meus quadros, ou dos poemas, entendesse a confusão que acontece aqui dentro. E entender é diferente de decifrar.

Acho que é por isso nos damos tão bem. Nunca fui de achar que a afirmação de que os opostos se atraem fosse mesmo verdade. E olhe só, aqui estamos, juntos. Eu tenho a impressão de quando estou com você, nada mais importa. Os meus, ou os seus problemas – como você vive dizendo – desaparecem. O mundo perde a razão, e só me concentro em ficar perto de você. É nessas noites que eu consigo entender a fração de tempo em que o instante se torna inesquecível.

Você vive me dizendo também, que sou um conjunto de paradoxos. Concordo. Sou tão incerta e tão confusa. Talvez por isso que te vejo como meu porto seguro. Quando fico deitada, agarrada ao seu corpo, e protegida em seus braços, eu me sinto segura. Sinto o que é carinho, sinto o que é paixão, sinto o que é amar.

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Se existe alguma sensação que eu seja completamente vulnerável é de amor platônico. É uma sensação tão bobinha, mas que consome todas as suas energias, e te deixa vibrando, com o coração acelerado.

E um das minhas paixões platônicas é de ser fã de uma banda. Eles anunciaram ontem a turnê aqui no Brasil, e mesmo sem ouvir uma musica dele nos últimos anos, ainda tenho a mesma sensação de três anos atrás, quando colecionava textos, fotos, pôsters, e fazia cartas gigantes.

É uma das melhores sensações, e uma das mais gostosas… Para mim. O gostinho de quero mais é surreal, e o ciúmes demasiado foi diminuindo até chegar a escala zero. E como diria T. Xavier: “O amor platônico é como uma borrifada de ar quente. Sopra no nosso coração, queima nossa pele e depois se esfria.” Isso é ser fã. A sensação de ter admiração, carinho, respeito e paixão por alguém que não faz ideia da sua – mera – existência.

Nem tudo é o que parece

Vocês já viram esse vídeo? É bem legal, e o princípio é válido, apesar de difícil. Dá uma olhadinha.

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