Companhias

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“Me diga com quem andas, e direi quem tu és”… Já ouvi milhões de vezes essa frase, mas não concordo que seja uma afirmação 100% verdade.

É claro que a chance de esquecer seus princípios e o que você acredita é grande, mas existe uma pequena parcela de pessoas que se mantém firme com suas convicções e não se deixa influenciar.

Mesmo assim, andar com pessoas que não se baseiam no que você acredita para mim não funciona. Longe de dizer que as pessoas devem ser uma cópia nossa, mas ás vezes por influências alheias acabamos por criar conflitos na cabeça á toa.

Digo isso por mim mesma. De um tempo para cá, comecei a frequentar uma rodinha de meninas que já haviam transado em oportunidades que para mim seriam desprezadas, frequentavam balada todo final de semana, e tinham pais super liberais e que não faziam questão de se interessar pela vida delas. Bem, nem preciso dizer que sou completamento oposta, né? Sexo para mim tem que ser com alguém que eu confie, não frequento balada ainda, e minha mãe é minha melhor amiga. No começo, pensei em seguir a doutrina que elas pregavam, mas vi que não me encaixava, qualquer atitude que fosse parecida com a delas, vinha um angústia no peito, e a vontade de sair correndo desse ambiente.

Não me arrependo de ter tomado a decisão de me afastar. Perdi alguns amigos? Sim. Perdi algumas oportunidades de festas e conhecer pessoas? Sim. Toda ação tem sua consequências, e por isso que grande parte das pessoas sofre por tomar uma decisão assim: Esquecem que vão perder alguma coisa.

Qualquer atitude – qualquer uma – vai gerar consequências. Por isso que a balança mental tem que estar sempre disponível para pesar os prós e contras de qualquer decisão.  E assim você decidirá o que escolher com a certeza que não vai se arrepender depois.

Karina Perussi: Um dia você vai se lembrar de mim

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Oi gente! Vocês não fazem ideia do que esse texto me representa. Ele me ajudou muito a superar uma época difícil, e espero que tenha o mesmo efeito em vocês.

“Um dia você vai se lembrar de mim. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Talvez, até tente o meu, mas até lá posso não querer mais te atender ou talvez nem seja mais meu aquele número.

Você vai tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém pra sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundo, quando seus pés perderem o chão, você vai lembrar do meu carinho e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus beijos e abraços, da minha preocupação quando você saía e esquecia de pegar a blusa de frio…

E só terá uma música repetindo no seu rádio: a nossa doce sinfonia. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração, e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de volta, mundinho difícil, mas cheio de amor e carinho. Vai ouvir a chuva cair e vai sentir um imenso vazio por não ter um grande amor pra compartilhar esse momento. Não terá alguém para brincar de se jogar na grama nos dias ensolarados, nem para adimirar o pôr-do-sol sobre a ponte da pequena cidade. Talvez, nem consiga mais sentir o frescor do vento. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre.

E quando você finalmente bater na minha porta, ela estará trancada, ou se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. E você vai lembrar dos carinhos nas costas pra você dormir, dos paninhos quentes pra aliviar sua dor de madrugada, da minha inocência que ria de tudo que você falava, do meu jeito bobo, do meu jeito de tentar te fazer feliz… O nome do enjôo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome será a tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo.

Um dia você irá se deitar, e quando olhar para o teto do quarto escuro, vai se lembrar que as estrelas poderiam estar lá, para iluminar todas as suas noites frias. Mas tudo o que você verá é a escuridão. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com os meus olhos encantados… você encontrará a solidão. E você vai ver que diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido perdoáveis. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações…

…é o tal do tempo em que você tanto falava!”

Certo?

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O que é certo nos dias de hoje? O que é 100% e absolutamente verdade? Nada. Opiniões se diferem constantemente, por pseudo ditadores que afirmam batendo no peito que a única verdade se encontra no que eles pregam.

E não, não me refiro a Hitler, Mussolini, Che, Gaddafi ou qualquer pessoa que estudamos em história. Me refiro a todo mundo: eu, você, amigos, parentes…

Tá, ok, aonde você quer chegar afinal? Eu quero chegar em uma consideração final: Nem tudo que as pessoas que gostam de você julgam errado, é errado para você. E elas não estão fazendo por maldade, só estão defendendo o ponto de vista em que acreditam piamente. É claro, que não concordar com o que a pessoa prega, não significa não ouvi-la… Opiniões divergentes não devem gerar brigas, e sim aprendizado e criação de argumentos sólidos. Essa tarefa não é nada fácil, mas saber lidar com elas é essencial para situações futuras.

E por fim, o que eu queria dizer desde o começo: Se acredita em algo, independentemente do que vão dizer, acredite! Ficar em cima do muro é como tentar moldar sua personalidade baseada em um monte de…nada.

Phoenix

Oi gente. Acabei conhecendo pelo blog da Isabela Matte uma banda francesa dos anos 90 muito boa chamada Phoenix. O gênero é indie pop, bem cara de trilha sonora de filme comédia romântica e ganhou até o Grammy! Ouça e se apaixone!

 

Rome

 

Girlfriend

 

Lisztomania

 

Espero que vocês gostem! Se tornou uma das bandas que mais estou ouvindo! Achei demais!

Madrugada

GIRL RAIN

Ela observava da janela do seu apartamento as gotas de chuva caírem no asfalto e correr ladeira abaixo. Costumava pensar que fosse uma maestra e comandava cada pingo que caia, em perfeita sincronia, formando uma orquestra.

Talvez a força que tivesse no peito para enfrentar seus problemas, se esgotasse cada vez que encostava o dedo no violão e se punha a tocar as suas melódias favoritas na madrugada escura. Chegava a ficar tão cansada, que dormia ali mesmo, no cantinho perto da janela, e só acordava quando o sol dava os primeiros sinais com os raios em seu rosto cansado.

De poucas coisas tinha certeza, e uma ela tinha uma convicção: A vida passava por ela como um vendaval sem controle. E ela gostava disso. Gostava de se sentir fora do comando, de ser guiada, de se aventurar em algo desconhecido. Talvez estivesse errada, mas ela era uma errante.

Sua combinação favorita era janela aberta, madrugada e chuva. Quando não se punha a embalar seu apartamento com o som do seu violão, lia. Nada quebrava o silêncio do seu espaço solitário, exceto pela campainha tocando naquela dia. Um homem com cara de menino, vestindo um pijama xadrez, sorrindo torto e olhando fixamente nos seus olhos disse: Sabe, você toca violão muito bem… Mas percebi que falta alguma coisa.Eu sei cantar. Que tal uma companhia para um dueto?

Espelho

mesma coisa

Sempre fui fiel a uma filosofia de que devemos tratar as pessoas do mesmo jeito que elas me tratam. Seja no lado positivo e negativo.

É claro que deve haver um jogo de cintura, e de classe – Em primeiro lugar -, mas o princípio é o mesmo. Parece clichê, mas depois que comecei a escrever no blog, comecei a perceber como as vezes – ou quase sempre – deixamos de nos defender para sermos educados, e acabamos ficando de capacho de alguém. Não sei se isso serve para todo mundo, mas essa afirmação cai como uma luva para mim.

Diferentemente de que você possa pensar, eu não digo daquelas grandes ações, como uma tirada brusca, um soco ou um tapa. Eu me refiro aos detalhes, de ironias, de exibição de algum bem, ou uma gabação por algo ou alguém. Essas pequenas atitudes que são difíceis de lidar, por serem tão pequenas, e que a longo prazo tornam desgastantes.

É difícil assimilar que ás vezes quem nós criamos um vínculo não tem o mesmo laço. É difícil assimilar mais ainda que as pessoas conseguem ser tão dissimuladas e usar da nosso sentimento para nos ferir…

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