#1 Covinha
#2 Gotas de chuva na janela
#3 Folha de livro amarelada
#4 Filmes clássicos
#5 Versão acústica de musicas agitadas
…O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se “Alegría de la tristeza” e está no livro “La vida ese paréntesis” que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.”
Martha Medeiros
Eu sempre ajeitei meu cabelo na hora que você caminhava a minha frente no seu andar despojado e exibido. Sempre achei que fosse um pouco de marra, sabe? Você dava três passos para em seguida virar seu pescoço e me olhar nos olhos, enquanto eu dava risada e você sorria emburrado. Costumava ainda, depois da sexta aula, ouvir sua banda tocar e me apaixonar pela voz do vocalista. É, eu sei que você toca baixo, mas a voz dele me faz delirar.
Alias, lembra daquele show que eu fui só para te ver? Acho que foi surpreendente para você. Para mim também foi. E a parte mais engraçada é que eu odeio surpresas. Até para mim mesma. Mas essa eu gostei. Aquele show foi o começo de tudo… Adoro começos concretos. Acho que o joguinho pré-começo-da-nossa-historia me cansa. Me diverte um pouco… Mas eu tinha vontade de te conhecer. Conversar com você. Sentir seus lábios. Sentir você. Pensava (secretamente) como era seu abraço, como era seu sorriso apaixonado (já conhecia o emburrado) e como era ver seus olhos mais de perto. Essas preliminares me faziam dormir um pouco mais tarde a noite. Como uma (pseudo) escritora que sou, desenrolava fatos para a nossa futura história.
Não foi nada de como eu imaginei… Talvez foi melhor assim. Me surpreender de novo. E dessa vez foi melhor… Seu beijo foi melhor do que eu imaginava. Seu abraço também. Seu colo também. Suas conversas. E seu sorriso apaixonado dizendo o primeiro eu te amo. E a primeira musica dedicada. Talvez eu acorde ainda desse sonho maluco de prever o futuro quase incerto. Enquanto isso, fico criando histórias, reinventado uma história de amor… Sabe como é. Eu transformo sonhos em textos. Você em musica. Talvez as duas se cruzem por ai.
Sentiram falta de musica nacional, né? Amo muito a brasileira (mpb é vida), e confesso que meu talento de achar bandas diferentes só se estende para os gringos. Quando acho um nacional é tão por acaso que esse milagre só acontece a cada 5 meses (no mínimo). Mããããs, esse milagre aconteceu: Conheçam Ivo Mozart. Já devem ter ouvido esse nome: Ele fez parceria naquela musica do Pollo, Vagalumes. Curti mais ele cantando do que da musica, e fiquei tão curiosa que fui pesquisar mais… E que boa ideia. Além de super talentoso, o moço é estiloso, engraçadinho, lindo e fofo! Dá uma olhadinha no ultimo vídeo… a homenagem do dia das mulheres é a coisa mais fofa!
Oi, mãezinha! Já te disse o quanto eu te amo? Acho que sim. Meus olhos dizem isso toda vez que eu miro nos seus. Olhos que brilham por qualquer coisa que eu julgo insignificante e que aos seus olhos são maravilhosos. Te amo por isso também… Por me vangloriar por qualquer coisa que eu faço. Te amo por inteiro. Até seus defeitos. Amo quando você briga que meu quarto tá desarrumado (como vou sentir falta disso). Ou quando você diz que eu tenho que estudar mais. Amo quando você lê meus textos com carinha boba de orgulho. Ou quando você deixa uma cartinha na minha porta. Quando você prepara meu café da manhã e faz uma mesa bonita. Amo sua comida, mãe. Nenhum restaurante chique faz um strogonoff ou um molho branco como seu. Amo também sua preocupação quando eu não repondo suas mensagens por cinco minutos, ou não esqueço de celular e cinco minutos depois ele notifica dez chamadas perdidas. Amo quando você me oferece colo e me faz sentir saudade da época que eu nem sabia ler. Quando você diz a verdade dolorida que ninguém tem coragem. Amo saber que você nunca vai ser falsa comigo. Amo saber que ainda existe alguém decente em meio a tanta filhadaputagem que tem por ai. Amo ter você. Amo ser parte de você. Amo você. Muito. E para sempre.
E para finalizar…. Os vídeos de homenagem mais fofos (e engraçados!) do youtube:
Feliz dia das mães para minha, que para mim é a melhor de todo o universo! Amor para mais de metro! <3
Quando ilusão, mentira e dissimulação me vem a mente, meu cérebro me remete a você. Defeitos, milhões deles. Você. Não que eu não tenha algum… sou cheia deles, mas nenhum me desqualifica tanto quanto os seus. Talvez o pior deles é a frieza que percorre suas veias e congela seu coração. Aquele mesmo coração que a tempos atrás eu acreditava fazer parte. Aquele mesmo que você dizia que batia mais forte quando estava comigo. Aquele mesmo que eu pensava que existia… Me enganei. O motivo? O de sempre. Tentar encontrar o lado bom. Devia ter acreditado na intuição (sempre ela) quando seus olhos demonstravam outra coisa. Deveria ter percebido. Não Percebi. E Agora já está feito. Passado com gosto de arrependimento. E um coração quebrado para contar a história.