Ponto

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Palavras. Ações. Metas. Pensamentos. Sentimentos. Carinho. Saudade. Carência. Amor. Nostalgia. Bagunças caricaturadas de mim mesma em uma mente que não sabe a hora de relaxar. Trabalhando vinte e quatro horas por dia. Virando o bau e me fazendo de lembrar de coisas que deveriam ser esquecidas a tempos atrás. Mente. Mente. Mente. Porque és tão verdadeira? Mente. Mente. Mente. Confusa. Desembaralha e amadureça de uma vez só. Mente. Mente. Mente. Tome atitudes sensatas. Mente. Mente. Mente. Descanse. Me dê folga. Voa pra bem longe com os questionamentos pra lá de Aristotélicos. Mente. Mente. Mente. Minta sobre meus problemas. Sobre a facilidade das soluções. Me dê paz.

Pausa para melancolia

minhavidaehumsaco

Tá tudo indo muito rápido e muito devagar. Minha mente, como sempre, está a mil por hora, junto com esse ano despedaçado de inutilidade. Jurava que ia ser bom. Mal passou um semestre e minha vida continua indo a mesma coisa. Não conheci muita gente nova. Não fui em lugares diferentes. Não encontrei alguém que se pareça comigo. Ando rodeada de gente, e mesmo assim me sinto vazia. Parece que o tempo e a idade moldam as pessoas para que sejamos padrão e nunca nós mesmas. Será que alguém vai conseguir me enxergar pelo que sou, sem precisar de uma bendita máscara? O tempo tá passando tão depressa e com eles meus sonhos e planos. Tão distantes. Minha força de vontade para lutar por eles também. Maldita insonia. Maldito surto da madrugada. Não entendo como consigo ser tão bipolar e mesmo assim ser tão previsível. Droga. Gosto de controlar tudo, mas não consigo de jeito nenhum controlar minha mente. Porque tão confusa, indecisa e fraca? Queria poder saber lidar com tudo que vem aparecendo de forma balanceada. Mas não consigo sequer aumentar minha nota de química, quem dirá todo o resto. Preciso da minha hora dobrada. Preciso que o tempo pare para eu dormir. Preciso de férias. Dos outros. Dos meus problemas. De mim.

Você.

 VOCÊ

Me deitei nessa cama com a certeza que esqueci de algo essa noite. Olhei em volta, e tudo permanecia a mesma coisa. A janela um pouco aberta com o barulho do transito que me faz dormir. O vento gelado. A coberta com cheiro de amaciante de bebê. Meus desenhos pendurados na minha escrivaninha. E na mesa um dos milhões de textos que já escrevi. Mas, talvez, seja algo dentro de mim. Procurei. Procurei. Procurei. Talvez um pedaço de mim tenha ido no momento em que a porta bateu, e você se foi sem aviso prévio. Um dia, dois, três. Uma semana, duas, três. Um mês, dois, três. O tempo só sabe brincar de ser cronológico. Porque entre o tempo psicológico e cronológico existe um buraco. Negro. Fundo. Um abismo de sentimentos, pensamentos, sofrimentos. Acho que tudo isso junto se chame saudade. Vivem me dizendo que isso vai passar. Também vivem me dizendo para correr atrás do que me faz bem. Me diz como escolher? Era você que me ajudava com isso. Era você o escolhido para eu deitar minha cabeça em seu colo, enquanto eu pensava e você deslizava suas mãos em meu cabelo. A melhor sensação do mundo. Ou uma das. Você sempre foi – e será que sempre será? – a melhor sensação que já provei. A unica que mexe com todos meus sentidos, com todos meus pensamentos em uma sequência que embaralha-desembaralha-embaralha-desembaralha meus pensamentos. Você… presente que deveria ser passado…