Pausa para melancolia

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Tá tudo indo muito rápido e muito devagar. Minha mente, como sempre, está a mil por hora, junto com esse ano despedaçado de inutilidade. Jurava que ia ser bom. Mal passou um semestre e minha vida continua indo a mesma coisa. Não conheci muita gente nova. Não fui em lugares diferentes. Não encontrei alguém que se pareça comigo. Ando rodeada de gente, e mesmo assim me sinto vazia. Parece que o tempo e a idade moldam as pessoas para que sejamos padrão e nunca nós mesmas. Será que alguém vai conseguir me enxergar pelo que sou, sem precisar de uma bendita máscara? O tempo tá passando tão depressa e com eles meus sonhos e planos. Tão distantes. Minha força de vontade para lutar por eles também. Maldita insonia. Maldito surto da madrugada. Não entendo como consigo ser tão bipolar e mesmo assim ser tão previsível. Droga. Gosto de controlar tudo, mas não consigo de jeito nenhum controlar minha mente. Porque tão confusa, indecisa e fraca? Queria poder saber lidar com tudo que vem aparecendo de forma balanceada. Mas não consigo sequer aumentar minha nota de química, quem dirá todo o resto. Preciso da minha hora dobrada. Preciso que o tempo pare para eu dormir. Preciso de férias. Dos outros. Dos meus problemas. De mim.

Problemas para dormir e todo o resto

Esse post vai ser mais para confundir, do que para explicar.

Ultimamente tenho lutado contra uns demônios que vem atazanando minha cabeça. Talvez seja o excesso de cafeína que fez isso comigo, ou talvez seja só um lapso depressivo. Mas a questão é lutar contra nós mesmos.

Existe uma lenda em que possuímos dentro de nós um lado bom e um lado ruim, em que cada lado fica em constante guerra em nosso interior, e conforme alimentamos cada um, seja com atitudes ou pensamentos (ou os dóis), cada um vence a batalha e vai se apoderando de você. Não,não acredito em monstros, mas acredito que seja verdade esses dois lados, com o yin-yang.

E minha forma de desabafar tudo que passa aqui dentro, e todas as minhas angústias é escrevendo. Daqui um ano vou morar sozinha, e não quero necessitar da minha mãe, do seu colo e de seus conselhos para me ajudar nessas crises. Pois 1,200 km vão nos afastar.

E eu escrevo, escrevo, escrevo. Eu queria achar a solução, mas ás vezes só colocar para fora já alivia. Sou muuuuito fechada, e acho isso uma qualidade. Penso que falsidade existe aos montes, e é melhor guardar para si para não evitar arrependimentos futuros. Já fui enganada e apunhalada para as costas e não foi nenhum pouco legal. Essa história de se entregar e se ferrar não é comigo.

A nossa vida é mesmo uma montanha-russa, né? Os problemas vão se acumulando de uma forma absurda, e quando você está pronta para as soluções, a situação se tornou quatro vezes maior do que o esperado. Ai começa o desespero. Nenhuma solução e sua mente trava. Uma mania chata alheia se torna monstruosa e a paciência que naturalmente já é pouca, se torna cem vezes menor. E como lidar com tudo isso? Eu não sei. Talvez isso seja amadurecer. Criar milhões de questionamentos, tentar resolve-los. Já comentei isso aqui, mas os problemas para VOCÊ resolver já tá entrando sem bater na porta. E agora não existe ninguém mais para resolve-los, para ter pena, para te ajudar e passar a mão na sua cabeça. Ao invés disso, existe quem vai te julgar, esperar o máximo de resultado e ainda sim reclamar. Qual é a vantagem de crescer mesmo?

UPDATE: Pra levantar o alto astral (o meu): Eu sei que a vidadevia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!