Um canto qualquer…

  O tempo ia escurecendo na mesma intensidade que as pessoas ultrajadas luxosamente se amontoavam nos bancos de madeira da igreja principal. Era o dia trinta e um de dezembro, e todos prosperavam ali pelo começo de um bom ano. Em um canto direito alguém destonava da felicidade coletiva e do vestuário predominante: Um senhor, láContinuar lendo “Um canto qualquer…”

“Para se roubar um coração…

…é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo,Continuar lendo ““Para se roubar um coração…”

Se eu quisesse agradar todo mundo…

Se eu quisesse agradar todo… ah, se eu quisesse agradar todo mundo… Eu ia fingir ser o que eu não sou. Se eu quisesse agradar todo mundo ia olhar a etiqueta e depois a roupa… ia usar qualquer coisa que fosse tendência e jogar fora três meses depois… Se eu quisesse agradar todo mundo iaContinuar lendo “Se eu quisesse agradar todo mundo…”

Quanto ao pessimismo alheio e todo resto

Adicione um curso com pouca concorrência e quase noventa por cento voltado para lecionar, uma escola repleta de mimados e tenha uma situação quase comum: Preconceito e pessimismo alheio. Dizer sobre o curso que pretendo fazer em uma faculdade é sinônimo de passar fome e olha que ainda nem escolhi o que quero fazer. SeriaContinuar lendo “Quanto ao pessimismo alheio e todo resto”

Passa tempo, passa

Passa tempo, passa. Espero que o tempo passe sem piedade, amor, ou carinho pelo passado. Que o passado – aquele passado – seja apenas uma página amarelada sem sentido nenhum quando eu for folhear minha história em uma daquelas madrugadas em que a insônia começa a bater. E o que eu desejava em segredo sejaContinuar lendo “Passa tempo, passa”