Um canto qualquer…

 um canto qualquer

O tempo ia escurecendo na mesma intensidade que as pessoas ultrajadas luxosamente se amontoavam nos bancos de madeira da igreja principal. Era o dia trinta e um de dezembro, e todos prosperavam ali pelo começo de um bom ano. Em um canto direito alguém destonava da felicidade coletiva e do vestuário predominante: Um senhor, lá pelos oitenta anos, vestido casualmente com barbas e cabelos grisalhos sentava sozinho. Talvez a família dele não gostasse de igreja, talvez fossem de outra religião ou quem sabe ele fora uma pessoa tão horrível que não conseguiu amar ninguém. Mas, mesmo com esse pensamento, o coração da jovem sentada a três fileiras de cadeiras na frente apertou. Uma lágrima involuntária desceu com a sensação de solidão do senhor, enquanto ela abraçava sua mãe silenciosamente. E os pedidos do ano que viria foram esquecidos pela gratidão do ano que havia passado… ela era amada, e muito.

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