Conto de fadas

conto de fadas

Raramente confio a alguém a acessibilidade aos meus pensamentos mais íntimos.  Meticulosamente e com artimanhas, poucas conseguem desbravar os mistérios que interessam a – quase – ninguém.

Confiei em tua lealdade, teu zelo e tua atenção. Gradativamente me expus, me livrando de qualquer aflição e me vi nua. Liberta de qualquer faceta.

Desacredito em contos de fadas, histórias infanto-juvenis e um bocado das young-adult. A vida riu de mim, e sadicamente se divertia do meu desapontamento: Eu nua, e você travestido de solicitude, paciência e amor. Por baixo de toda carcaça, morava um ser dissimulado que minha inteligência (claramente mínima) ou perspicácia não descobriu a tempo de evitar maiores estragos.

E como qualquer fim na vida real, o ponto final é  a decepção.

Desconhecido

desconhecido

De todas palavras aqui traçadas, poucas foram endereçadas a mim. Me encontro nos subterfúgios da própria solidão e em consciência de minha lucidez, prezo pela desalinho dos meus pensamentos e a inacessibilidade de expressa-los em um papel em branco.

Gosto de colisões. Minha faceta masoquista coincide com a racional. Me compreendo mais ao andar pelas curvas e precipícios do que ao andar em linha reta. Sistematicidades são monótonas e maçantes. Ainda que me condenem por isso, penso em mim. Seria eu infame por isso?

Se me escondo em palavras, caricaturas e conotações, me exclamo e me dispo em minha mente. Sem as realidades distorcidas no papel de amores mal resolvidos e diálogos que nunca foram concretizados.

Quatro

1

Desmorono um edifício inteiro ao lembrar de você. A saudade dói, e não só dói, como corrói todo resto da alegria cotidiana, amargando a boca e salgando o coração.

Reinvento você aqui dentro de mim, e te recrio exatamente do jeito que foi. Não te alcanço em meus braços, mas encontro nas palavras que me dissestes, nos sorrisos que acalmaram e na confiança que me passava e que jamais me traíra.

Ainda que não te veja em carne, te vejo em espirito e com meus olhos embebidos de saudades externadas, lembro dos seus, verdes, honestos e vencedores.

Se desconfiava do amor, bastava-lhe o nosso. A pureza philia e o melhor lado de mim.

A inquietude da ausência me amedronta e me fere. Estou enferma de saudade e não descobriram a cura.

Antropologia

divagações

Pensamentos tecidos em confusões medíocres e exacerbadas disturbando uma mente que preza pela sanidade.

Questiono o exagero do meu próprio núcleo, gritando pela minimidade do que realmente é e transformando os quarks dos meus erros em um universo inteiro.

E me indago e ainda sem conclusões, em que ponto houve a tênue diferença do meu olhar. O pequeno se metamorfisou em algo tão grande que me engoliu… Não me reconheço.

Aceitar dói, negar dói. Se penso logo existo, seria eu cem por cento incógnita? No fim, acabo no meio do ser ou não ser.

Caos

caos

Se seu olhar pudesse me dar uma pista por trás de todo esse mistério, talvez todo esse caos se dissolvesse na alegria reprimida que timidamente entrelaça todo meu corpo e me faz te querer.

Eu sinto o que antes não me pertencia, e não sinto por jogar a minha razão na penumbra e me escravizar, acorrentada ao coração e suas atitudes suicidas e incertas.

Quem dera isso fosse um devaneio do meu esmo coração. Talvez ao amanhecer seja, mas como escrevo e escrevo os sentimentos de agora e os deixo falarem por mim, agora sinto. E no relance da minha dignidade, prezo pelo nexo que não fui buscar.

O absurdo das minhas palavras e você tem culpa no cartório.

Um alô para esclarecer tudo.

hola

É um tanto melancólico visitar qualquer uma das minhas redes sociais depois de um sumiço vergonhoso. Tenho o péssimo hábito de adiar as coisas e só depois perceber o estrago que causou. Fiquei sem dar noticias por dois meses e acho que é melhor começar por elas.

A primeira é que eu estou bem. Acabei deixando de lado o cursinho (espero que temporariamente) e me focando na faculdade. Descobri pessoas com o mesmos interesses que os meus (acredite, esse fato é inédito para mim) e amando cada assunto apresentado em sala de aula. Além da parte do estudo, os meus colegas são bem parceiros e toda aula acaba em barzinho. :P

A segunda é que como sempre, minhas crises existenciais que me fazem questionar até o corte do meu cabelo, não acabaram. Isso quer dizer que, para quem me conhece um pouco pelo blog, andei questionando algumas coisas e em parte, foi o motivo de eu ter me ausentado de tudo. Vou tentar detalhar: Eu costumo ser competitiva, e com o blog não seria diferente. O que começou por lazer acabou tomando parte do meu tempo livre tornando-se maçante. Comecei a ligar para visualizações, seguidores e curtidas no Facebook e isso acabou me direcionando para os blogs ~~famosinhos~~ e quis repetir a dose: looks, maquiagem, nail art e coisas do tipo. Isso não é minha praia e foi o que mais me desmotivou. Eu dedicava umas cinco horas para o blog e quando me dei conta, estava agindo como não era só para ganhar fama e ver o blog decolar. Gananciosa, né? Shame on me! Rs. Eu entendo assuntos “menos pesados” fazem mais sucesso (não que meu blog seja pesado, mas a maioria dos meus textos são um pouco tristonhos, vamos combinar!) mas ver blogs fazendo mais sucesso apenas com “looks jabá” e pouca atenção das donas, me deixava um tiquin frustrada.

A terceira é que pretendo continuar com alguns textos e se rolar tempo, especiais de viagem (um dos meus assuntos preferidos), mas não vou fazer mais do blog uma prioridade e tratar como um dever, como antes. Vai ser apenas uma forma de aliviar alguns sentimentos e organizar os pensamentos. Como no comecinho do blog, 1 ano e meio atrás (dá pra acreditar que já faz todo esse tempo?), alguém lembra dessa época?

É isso.

:)

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