Trilha sonora do dia

Carl Barat

Carl Barât é um músico, ator e autor inglês. Ele foi guitarrista e vocalista da banda The Libertines (<3), que teve seu fim em 2004 devido ao uso de drogas de Pete Doherty. Carl Barât e Gary se juntaram e formaram uma outra banda, chamada Dirty Pretty Things, que durou até final de 2008. Apesar de ouvir a banda, nem sabia da existência dele em solo. Valeu a pena, viu? Curti bastante, apesar de preferir a banda.

Você

VOCE

Hoje me lembrei de você. Olhei para o sol e vi alguns raios timidamente pitando o céu e colorindo o dia. Como você e uma metáfora boba para o meu coração e a nossa – ou agora seria só eu e você separados? – história.

Chegou e aos poucos foi ganhando o meu território. Pelas beiradas foi conquistando meus pensamentos, meu sorriso e toda a parte de mim e do que eu sou. Não me transformou, apesar disso. Me fez aceitar e me sentir menos sozinha. Por ter alguém do meu lado e também por ter alguém do meu lado que entendesse e gostasse das mesmas coisas que eu.

Aprendi e pude perceber que, talvez, as pessoas não fossem tão decepcionantes como eu achei que elas fossem. Ou que procurar até achar uma exceção valesse a pena.  Aprendi também aquelas lições que a gente leva para o resto da vida e quando recitadas soam como textos de auto-ajuda para pessoas depressivas e exageradas: Que algumas pessoas duram durante um tempo, uma fase e vão-se embora. Se despedem. Com um sorriso. Mas vão-se embora.

É um tipo de dor diferente. Mesmo que toda dor fira. É uma dor – e a unica forma que eu consiga expressar com exatidão seja: – consciente. Aquela, que no fundo, esteja clara e compreendia.

Pessoas vão mas momentos ficam. E aprendizados. Sorrisos. Experiências. Um restinho de todo o porre de experiências grudado na gente.

Senhor

senhor

Que eu peça perdão, mas talvez, meu senhor, toda essa loucura seja um pouco de solidão.

É, solidão. Solidão mesmo estando rodeada de gente, uísque e musica alta que me faz querer dançar até amanhecer e não me importar com minhas têmporas doendo no domingo de manhã.

É, eu sei. É meio confuso… Mas me responda senhor, quem não é? Adicione uma mente naturalmente indecisiva, com a mutação para a fase adulta, o bendito vestibular e necessidades que antes não me eram conhecidas… Soa um filme de terror que Hitchcock assistiria com os olhos brilhando… Se bem que não quero um final trágico como a maioria dos seus filmes. Mesmo pessimista, sou clichê: quero meu final feliz.

Pois é. Eu sei. Quem faz é a gente. Mas tudo parece tão distante e eu ando tão fraca. Assumir é o primeiro caminho? Eu tô empacada nele então há seculos. Isso me faz ser pior do que eu já sou. Assumo e continuo errando. Sofrendo por errar e por agir errando. Falando em voz alta soa ainda pior.

A tal da força de vontade não existe. Não em mim.

O que? Falar é fácil viu, meu caro. Aham. Eu procuro e não acho. Dizendo assim dói mais, mas ó: O senhor tem razão. Tô precisando mesmo parar de me fazer de fraca e lutar pelo que eu quero. A vida é uma só e cada segundo que passa me aproxima mais do fim dela. Poderia ser mais clichê? Eu sei que não. Mas essas frases fazem que minha mente saia um pouquinho da inércia que ela se encontra.

Ah sim. Sobre a solidão. Me sinto sozinha. Mesmo tendo alguns amigos que me escutem as três da manhã tendo que acordar as cinco e meia da manhã do mesmo dia. É. Tenho sorte de ter um desses ao meu lado.

Ok. Vou parar de dispersar meus pensamentos voantes e organiza-los de uma vez. Quem sabe o senhor consiga protagonizar minha mente e me dar uma solução. As vezes acho que lido com uma parte minha que necessita de manicômio urgentemente. Ok. Sem dramas. Ok, ok. O senhor é quem manda.

É que as vezes meus pensamentos costumam ser só meus, sabe? Meio de pensar, agir, sonhar e idealizar. Me sinto solitária quando vejo que todos os meus gostos se diluem nos dos meus amigos e acabo fazendo parte de um dueto só meu de programas e sentidos que ninguém quer experimentar. Ninguém gosta de ser sozinho, né? Eu não sou diferente.

Tentarei, senhor. Eu sei. Você não tem as respostas de nada. Eu nem esperava. Mas precisava falar e vomitar todas as angústias dentro de mim.

Desabafar. Apenas isso.

Fotos da semana

Uma das tags mais inspiradoras do blog. A escolhida de hoje á a Lara Jade, uma britânica que muito jovem descobriu seu gosto por fotografia. Ela já morou em Londres e decidiu investir mesmo no seu sonho quando se mudou para NYC. Que escolha difícil, hein? Ela é fotografa de moda, e todas suas fotos tem uma pegada de edital maravilhosas. Confiram:

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Trilha sonora do dia

Ana Larousse

Como não amar voz da Ana Louresse? É tão calminha, com um som tão leve e compatível com a sua voz que é impossível não se sentir tocado pela dose certa de doçura que a moça transmite em suas melodias. Ela lançou seu primeiro álbum ano passado e não tem uma música que enjoe. E sabe o que é mais legal? Ela trouxe o bucolismo parisiense em que viveu para cá. Linda, linda, linda!

“Para que serve um amigo?…

 pra que serve um amigo

Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, “A Identidade”, que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.”

Martha Medeiros

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