Fundo

texto_fundo

Queria me desconectar, nem por alguns minutos, do mundo lá fora. Desconectar de gente que me odeia, me ama, e quem não dá a mínima pela minha existência.

Queria entrar dentro de mim, desvendar a profundidade do que eu sinto, do que eu penso, do que eu raciocínio. Por um instante sequer, queria me entender. Me colocar em um sofá e ficar horas ouvindo a mim mesma e talvez achar o remédio para o que eu tô sentindo.

Talvez se eu entendesse o que se passa de mim, poderia me auto medicar. Para um fora, chocolate. Para uma desilusão, álcool. Para a solidão, amigos. Mas nem eu sei o que se passa dentro de mim.

Sou uma mistura, tão, tão complicada, que no final tudo fica tão embolado, que para desentrelaçar todos os nós levariam séculos… Mas bem, estou dando o primeiro passo, aqui, escrevendo.

Companhias

companhia

“Me diga com quem andas, e direi quem tu és”… Já ouvi milhões de vezes essa frase, mas não concordo que seja uma afirmação 100% verdade.

É claro que a chance de esquecer seus princípios e o que você acredita é grande, mas existe uma pequena parcela de pessoas que se mantém firme com suas convicções e não se deixa influenciar.

Mesmo assim, andar com pessoas que não se baseiam no que você acredita para mim não funciona. Longe de dizer que as pessoas devem ser uma cópia nossa, mas ás vezes por influências alheias acabamos por criar conflitos na cabeça á toa.

Digo isso por mim mesma. De um tempo para cá, comecei a frequentar uma rodinha de meninas que já haviam transado em oportunidades que para mim seriam desprezadas, frequentavam balada todo final de semana, e tinham pais super liberais e que não faziam questão de se interessar pela vida delas. Bem, nem preciso dizer que sou completamento oposta, né? Sexo para mim tem que ser com alguém que eu confie, não frequento balada ainda, e minha mãe é minha melhor amiga. No começo, pensei em seguir a doutrina que elas pregavam, mas vi que não me encaixava, qualquer atitude que fosse parecida com a delas, vinha um angústia no peito, e a vontade de sair correndo desse ambiente.

Não me arrependo de ter tomado a decisão de me afastar. Perdi alguns amigos? Sim. Perdi algumas oportunidades de festas e conhecer pessoas? Sim. Toda ação tem sua consequências, e por isso que grande parte das pessoas sofre por tomar uma decisão assim: Esquecem que vão perder alguma coisa.

Qualquer atitude – qualquer uma – vai gerar consequências. Por isso que a balança mental tem que estar sempre disponível para pesar os prós e contras de qualquer decisão.  E assim você decidirá o que escolher com a certeza que não vai se arrepender depois.

Imperfeição

Imagem

 Talvez a palavra que defina qualquer ser humano habitável nesse planeta seja imperfeito. Eu sei, todo mundo sabe, mas basta entrar em alguns padrões que a sociedade impõe que essa característica é esquecida.

Eu sempre soube disso, apesar de achar a mais imperfeita de todas. Poderia ficar a manhã inteira citando meus defeitos para você. Sabe, nunca fui chegada acreditei em Papai Noel quando criança, sequer cogitei a existência conto de fadas. E olhe só, quando você apareceu comecei acreditar que existisse mesmo essa tal de sorte. Príncipe encantado então, piamente… E talvez essa história de cara metade seja mesmo verdadeira.

Mas veja bem, essas histórias que eu passei a infância inteira ouvindo eram protagonizados por princesas e príncipes. Ricos, cheio de qualidades e sem defeitos. Rica eu não sou nem de perto, minha voz não é doce, odeio usar vestido, e puderá eu ter um cabelo tão invejável e brilhoso.

E é por esses fatos que eu te amo. Você não me aceitou por causa dessas características. Você me aceitou com os milhões defeitos juntos. Você me aceitou bem mais do que eu aceito a mim mesma. Você me entendeu, me ajudou, e viu o melhor de mim quando nem eu mesma achava que tinha um. Você me fez melhor, você me fez mais feliz, e o mais importante: me completou.