Tenho uma epifania cada vez que encontro seus olhos. Tento agir normalmente mas o magnetismo me embriaga com desejos que percorrem cada centímetro do meu corpo, pulsando pela necessidade de te experimentar. Seria tal desejo esse desenrolado em algumas linhas ou em parágrafo por completo (ou vários deles)? Talvez eu não seja lá tão errôneaContinuar lendo “Platônico”
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Conto de fadas
Raramente confio a alguém a acessibilidade aos meus pensamentos mais íntimos. Meticulosamente e com artimanhas, poucas conseguem desbravar os mistérios que interessam a – quase – ninguém. Confiei em tua lealdade, teu zelo e tua atenção. Gradativamente me expus, me livrando de qualquer aflição e me vi nua. Liberta de qualquer faceta. Desacredito em contos de fadas, históriasContinuar lendo “Conto de fadas”
Desconhecido
De todas palavras aqui traçadas, poucas foram endereçadas a mim. Me encontro nos subterfúgios da própria solidão e em consciência de minha lucidez, prezo pela desalinho dos meus pensamentos e a inacessibilidade de expressa-los em um papel em branco. Gosto de colisões. Minha faceta masoquista coincide com a racional. Me compreendo mais ao andar pelasContinuar lendo “Desconhecido”
Quatro
Desmorono um edifício inteiro ao lembrar de você. A saudade dói, e não só dói, como corrói todo resto da alegria cotidiana, amargando a boca e salgando o coração. Reinvento você aqui dentro de mim, e te recrio exatamente do jeito que foi. Não te alcanço em meus braços, mas encontro nas palavras que meContinuar lendo “Quatro”
Antropologia
Pensamentos tecidos em confusões medíocres e exacerbadas disturbando uma mente que preza pela sanidade. Questiono o exagero do meu próprio núcleo, gritando pela minimidade do que realmente é e transformando os quarks dos meus erros em um universo inteiro. E me indago e ainda sem conclusões, em que ponto houve a tênue diferença do meu olhar. O pequeno se metamorfisouContinuar lendo “Antropologia”
Caos
Se seu olhar pudesse me dar uma pista por trás de todo esse mistério, talvez todo esse caos se dissolvesse na alegria reprimida que timidamente entrelaça todo meu corpo e me faz te querer. Eu sinto o que antes não me pertencia, e não sinto por jogar a minha razão na penumbra e me escravizar, acorrentadaContinuar lendo “Caos”