No meio de tudo

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Ando por ai, e no meio do percurso me deparo com uma barreira maior que eu poderia imaginar: Eu mesma. No meio de tudo, justo no meio. No meio de tudo, ou de nada. Não sei dizer. Não tenho pessimismo suficiente para jogar tudo para o alto e desistir, e nem um pingo de otimismo para me ajudar a dar mais um passo. Fico lá. Parada. Sentindo talvez angústia, desespero. Ou talvez a chance de parar por um pouco. Esperando alguns minutos (ou horas, ou dias, ou meses) por uma ajuda que ainda não apareceu, que ainda não estendeu a mão. E em meio a esse tempo de espera um sentimento de alívio surge pela pausa nos pensamentos, justo aqueles que alimentaram meus sonhos mais fantasiosos, minhas razões mais plausíveis, e vontades mais intensas. Pensamentos esses ritmados em uma orquestra monstruosa e descoordenada de pensamentos bombardados pela razão de tudo: O coração.

Cem por cento

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Nunca consigo ser cem por cento. Você consegue entender? Ás vezes encho meu peito de orgulho por ser quem eu sou, por ter as minhas convicções tão complicadas de entender, por vestir o que eu visto, por pensar do jeito que eu penso. Passam-se vinte minutos e me perco totalmente as essas afirmações que eram tão nítidas aqui dentro de mim. Começo a até detestar tudo que está no meu guarda roupa… E o pior: Só porque vi algum tweet, foto ou publicação na timeline de alguém no facebook. É tão difícil entender? Não sei se isso é um pouco de mim, ou se é um pouco da adolescência, ser tão cheia de duvidas… E duvidas que não são duvidas, porque apresento-lhe logo a solução: Quero ser um pouquinho de tudo, a todo tempo.