#TOP5 de coisas sobre mim

#5 Sou baixinha1

Já me imaginaram alta, com 22 anos e rosto de adulto. Que nada. 1,57 e tenho a maior cara de baby! Sempre achei um saco ser baixinha, mas agora eu simplesmente amo…

#4 Amo teoria da conspiração

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Qualquer uma! De sociedade secretas até os EUA dominar o mundo… Sei a maioria!

#3 Sou muuuito organizada e arrumar as coisas para mim é prazer!

3

Isso vale para decor também, viu? Amo mudar as coisas do meu quarto de lugar, e ir em lojas de decoração. Ah, já falei que no meu armário minhas roupas são separadas por cor? Pois é.

#2 Sou louca por final de tarde

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Na minha cidade é lindo, e quando o sol se põe é um espetáculo a parte.

#1 Sou hiperativa e não paro quieta um minuto!

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Sou muito ansiosa e adoro me movimentar! Converso demais, e sempre quando tô sentada fico com o pé mexendo ou a mão. :P

O que eu sou…

o que eu sou

o século XXI consolidou as mudanças ocorridas em todo mundo. As pessoas começaram a ser mais liberais, aceitar as diferenças e viver bem com elas. Grupos heterogêneos perambulam por ai – e salvo a minoria radial – sem causar problema nenhum com rodinhas diferentes. Ser adolescente é passar por (quase!) todas elas. Já fui meio emo, patricinha, meiga, nerd, popular, excluída. Vivia perambulando de grupinho em grupinho tentando achar minha identidade e ser aceita por algum grupo pelo que eu realmente era. Confesso que alguns deles entrei por pura desconfiança comigo mesmo. Já tentei ser meiga, doce demais para atrair alguns caras que queriam um relacionamento sério. Mas em dos lapsos que eu sempre conto aqui no meu blog, caiu a ficha que eu não preciso me espelhar em ninguém para ser… incrível. Não no sentido de estar sempre bonita, adorada e idolatrada. Incrível no sentido de me amar e ter atitudes que condizem com o que eu penso. Expressar (com educação, por favor!) quem eu sou e aceitar as consequências boas ou ruins por agir com a minha índole.

Depois que essa ficha caiu percebi como é ser minoria. Comecei a perceber que as pessoas que sentavam ao meu lado e antes eu sentia uma pontinha de inveja por viver na balada, ficar com um monte e não se preocupar com nada seriam adultos complexados por atenção, ser princípios para ensinar para seus filhos e vivendo em uma bolha separando do mundo real. Percebi também que são poucas pessoas que são melhores amigos da mães e que não dizem mentiras para ela. Descobri como é raro ficar em casa no sábado e não me importar. Ou como é raro esperar os pais dormirem e ir dormir também em vez de pular a janela e ir em alguma balada usar uma identidade falsa. Descobri como é raro ter princípios e acreditar neles. Parei de querer andar sempre 100% nas tendências e me vestir do meu jeito, com algo que caiba bem no meu corpo e que eu goste porque acho legal e não porque meia duzia de blogueiras disseram que é legal. Descobri a linha tênue entre usar a moda e ser escrava dela.

Cresci. Amadureci. Sofri. Descobrir o que eu resumi em dois parágrafos parece simples. Não é. Custou a minha adolescência inteira para perceber o que é ser adolescente e o que esperar quando já poder legalmente dirigir, beber e entrar em qualquer lugar. E sabe-se lá como vai ser o resto né? Espero que seja bom. Vivem dizendo que a vida é uma escalada, mas a vista é linda.