Talvez seja isso. Marcas de quase dezessete anos de coisas que não queria ter vivido, pessoas que foram cedo demais, e pessoas que ficaram demais. Talvez seja isso, pretérito mais que imperfeito e algumas cicatrizes para contar história. Talvez seja isso, uma parte intensa e longa da parte ruim de um filme. Talvez seja isso, arrastar-se a um mar de negativismo para no final achar algum lugar que eu possa chamar de casa. Queria descomplicar um pouco. Só para variar.
Pensamentos aleatórios
O tempo vai passando tão diferente de nós. Nós. Eu. Você. Juntos? Ou não? Nós. Conjunto de paradoxos. Talvez paradoxo é o melhor que nos defina, eu em uma ponta, você em outra. O tempo vai passando, e a distância vai aumentando de uma maneira que nem a matemática acharia um coeficiente para explicar isso. Talvez seja isso… explicar. Eu sempre tentei fazer isso com qualquer um. Inclusive você. E até hoje não consegui decifrar nada, muito menos achar. Talvez “um” cara, talvez “o” cara. Sei lá. Esse tal de tempo brincando de me fazer sentir angustia.
Achismo
Sabe do que eu preciso? De um tempo longe de tudo e de todos. Sei lá. Ando tão sozinha, auto-suficiente que nem me enxergo demais. Já percebeu como o tempo anda tão depressa? E antes dos dezoito. Alias, esses dezoito que não chegam. E quando ele chegar, daqui um ano, não terei vivido nada do que eu planejei. E com dezoito. Tão nova e tão velha. Acho que é crise pós adolescência. Queria tanto que chegasse, e só agora me dou conta que ela já foi. As festas de quinze anos, primeiro porre, paixões pelos meninos mais velhos, fofocas na arquibancada da educação física, msn, orkut, matinês e primeiras experiencias já acabaram. Tudo tão intenso. Tudo com gostinho de ultima musica em um show que a gente espera o ano inteiro. Será que vou sentir saudade dessa correria de vestibular? Da escola, sim… Agora desse estresse, sei lá. Sei lá. Minha cabeça tá assim. Muito achismo, pouca convicção. E mais uma daquelas madrugadas pensantes.
Ressaca moral
Merda. Bebi um pouco além da conta e fiz coisas que não queria…conscientemente. Inconscientemente queria. Disse que estava com saudades. Que a nossa amizade valia muito pra mim. Imaginei coisas até demais e vi gente e coisas que não queria. Arrependimento é o que passa por mim agora, e enjoo. Como eu odeio essa sensação. As duas. Queria poder experimentar de sensações que nem imaginaria que acontecessem. E não vão acontecer. Monótono. Tá tudo assim… monótono. Tanta gente interessante para conhecer, e eu aqui. Vivendo nessa vidinha monótona, com as mesmas pessoas de sempre, mesmos assuntos de sempre, mesmas rodas de sempre. Quero algo novo. Quero viver menos mesmos. Quero tanto não sentir saudades de alguma pessoa que já foi muito importante para mim e simplesmente olhar-la como nada tivesse acontecido e poder apertar a mão de alguém que É importante para mim. Que me entenda um pouco. É isso que eu preciso… alguém que entenda – seria isso possível? – esse turbilhão de pensamentos tão desordenados que se passa por mim… Quero viver menos de passado, e a partir de agora protagonizar histórias de comédia adolescente alternativas. Essa tal da ansiedade por viver mais intensamente.
#ENQUETE
Ilusão
De todas as mentiras que existem a pior é – sempre foi e sempre será – a ilusão. Algumas mentiras te fazem até bem… mas a ilusão… só te deixa cabisbaixa sentada em um canto com uma dor no peito que vai até os olhos e se desfaz em lágrimas. Não que elas ajudem. Aliviam. Por um tempo. É uma droga ouvir uma musica – ou me privar das sertanejas com letras pessimistas – e ter alguém que não merecia estar envolvida. Que não devia nem ao menos passar perto dos meus pensamentos. Mentiras. Até hoje eu tento entender o que acontece na cabeça de alguém para lidar de forma tão cruel com os sentimentos de alguém. Até hoje não entendo como alguém pode ser tão manipuladora… Será que no final das contas, vai parecer alguém que faça meus sorrisos valerem a pena? Que substitua algumas lagrimas por inúmeros sorrisos?




