“Eu não acredito em gnomos ou duendes…

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…mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este “mais” você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.”

Martha Medeiros

Fotos da semana

E mais um post de fotografia saindo no blog! O escolhido da vez Eric Kim. Diferente das outras vezes, a pegada dele é fotografar qualquer figura andando por ai. Ele anda com a câmera a tiracolo, e na maior cara de pau tira fotos das pessoas. Ele ficou tão interessado pela diversidade existente na rua que estudou sociologia na UCLA. E sabe qual é o lema dele? Fotografar com um sorriso, e do coração. Fofo, né? Confiram:

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Vídeo da semana

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Aê! Finalmente é sexta feira. A melhor parte da semana é chegar o fim dela né? O vídeo de hoje é uma graça, super criativo e engraçadinho. Trata-se de um stop-motion muuuuuuito bem feito do  Peter Simon. Mesmo tendo um 1,25 de duração ele deu um trabalhão. No canal dele dá pra o making off.

Tenho precisado…

tenho precisado

Tenho precisado estar menos sozinha. Caminhar de mãos dadas, dedos entrelaçados e almas conectadas.

Tenho precisado viver algo clichê. É que todo clichê é feliz e fácil. Não tem complicação, não tem o real sentido das coisas, não tem mas, portanto, todavia. Tenho precisado acreditar, também: em príncipes encantados, contos de fadas e finais felizes. Sem partes dramáticas, questionamentos extensos e exigências básicas que parecerem ser exorbitantes.

Tenho precisado compartilhar sorrisos e olhares cúmplices. Dormir de conchinha e acordar com um céu rosado e vento gelado.

Tenho precisado reinventar: uma história afortunada ao lado de alguém que tire sorrisos de mim.

Devaneio

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A fresta da porta do terceiro andar deixava escapar um feixe de luz as quatro e meia da manhã. Mal sabiam os vizinhos o significado da insônia diária da condômina. Sua antemanhã se resumia em devaneios de alguém que mal tinha noção do que pensava. Sua mente funcionava vinte quatro horas por dia em pensamentos tão demasiados que o próprio demasiado não exprimia a real velocidade das informações que ela processava – ou não – em uma cabeça mais bagunçada que o quarto do seu irmão mais novo.

Vivia sozinha mas não se sentia só. Se sentia, é na verdade (e lá no íntimo) acolhida por ela mesmo. Gostava do silêncio do apartamento com a sinfonia de carros, motos e pessoas que andavam pela rua movimentava em que morava. As vezes, o barulho da chuva se unia a tudo isso e o concreto parecia multiplicar todos os sons. Nessas noites quase amanhecidas ela conseguia, sem o mínimo esforço, grafar em uma folha de papel cada palavra sentimentalizada dela mesma. Se sentia livre – mesmo engaiolada em um apartamento de oitenta metros quadrados – e conseguia se aceitar com os mil e um defeitos. Não sentia medo das reações de alheios. Nessas madrugadas infames, podia respirar fundo e se sentir menos hipócrita e menos padrão, sem papas na línguas (ou no lápis, ou no papel), sem convenções, sem palavras educadas que exprimem o vazio.

O sol nascia e ela adormecia. Depois de um porre endorfina seu corpo pedia uma cama macia e um banho quente. Sorria intimamente com a sensação conquistada por apenas redigir e desembaralhar os seus sentimentos e transcreve-los em palavras. Talvez gostasse disso, ou talvez gostasse da ociosidade. Sei lá.

#TOP5 dos meus clássicos favoritos

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Quem ai é é apaixonado por filmes? Eu gosto de todos os gêneros (por mais que seja mega medrosa para o terror) e descobrir algum filme novo é um dos meus hobbies. Filmes novinhos são uma delicia, mas os clássicos não tem pra ninguém. Selecionei um dos meus favoritos para compartilhar com vocês.

 

#5 Cidadão Kane

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Baseado na vida do magnata das comunicações William Randolph Hearst, conhecemos a história de Charles Foster Kane, o homem que construiu um império a partir do nada, mas que vivia uma vida pessoal extremamente ruim. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, é considerado um dos filmes mais importantes da história.

 
 

#4 Quanto mais quente melhor

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Chicago, 1929. Joe (Tony Curtis) e Jerry (Jack Lemmon) são músicos desempregados, que estão desesperados por trabalho. Eles acidentalmenteContinuar lendo “#TOP5 dos meus clássicos favoritos”

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