O fotografo de hoje merece um carinho especial: ele apenas fotografa para o The New York Times, Life e National Geographic. Ele se destaca muito, e é super aventureiro! Ah, para quem ama fotografia, no seu blog ele dá várias dicas para quem tá começando, tem vários livros didáticos e ainda filma os “behind the scenes”. Confiram:
afelicidade
Qual é o lugar mais longe daqui? -Ou dos meus problemas? -.
As vezes eu complico demais, e os outros complicam ainda mais. Se ser humano é ter emoções, mas só devemos expressar as de felicidades. Ninguém realmente se importa, e os cargos de amigos servem para compartilhar os momentos felizes e colocar para de baixo do tapete os tristes. Guarde para você mesmo. Ninguém realmente se importa.
Em vez de mascarar uma felicidade extrema e imutável, eu aceito uma passagem só de ida para qualquer planeta inabitável. Onde o tempo passe mais devagar e eu consiga pensar em tudo – em nada -. Onde mil e um problemas não caiam no meu colo e eu consiga usar a razão – que anda tão em falta por aqui -.
Estou agindo no conformes, mas não estou sendo eu. Ser eu é tão… difícil.
Queria um pouco mais de moleza.
Novo mundo
Eu folheio minha mente a procura dos primeiros sinais da minha necessidade de ansiar por um novo mundo. Talvez foi quando eu descobri que a USP era a melhor e mais difícil faculdade do Brasil. Sempre fui muito arretada, sabe? Desafios sempre me conquistaram, os difíceis então… me tentam até hoje. E isso me persegue em todos os âmbitos possíveis: sou perfeccionista, detalhista e não me contento com pouco. Parece legal? É uma faca de dois gumes. Já perdi oportunidades bacanas por ter sido difícil de lidar – confesso – e vivido momentos divertidos por ter sido responsável demais.
Não, não sou perfeita e muito menos a senhora responsável. É que sempre eu penso demais, e acabo medindo todas as possibilidades e procurando os possíveis e futuros erros para tentar já ter uma solução antes de acontecer. Complicado, né? Agora imagina isso na minha cabeça. Todo dia! Geralmente, os melhores momentos que eu já vi foram por ter sido feito em cima da hora. Não consegui medir as consequências negativas e acabei aproveitando mais.
Mas – como eu sempre faço – vamos voltar ao assunto da vez: novo mundo. Esse ano para mim tá sendo o mais estressante e cansativo. Ano de vestibular. Decidir o que você quer pelo resto da vida. Se matar de estudar para passar na faculdade dos seus sonhos. Escolheu errado? Frustração para o resto da vida. Além da combinação: fazer o que você gosta + ter grana. Grana sempre pesa, né? Mas eu quero ter dinheiro o suficiente para conhecer todo o mundo. E riscar um mapa no criado-mudos de casa. Não gosto da minha cidade (muito). Aqui é legal, ok. Mas embora tenha várias amigas, nenhuma delas se interessa pelos assuntos que eu gosto, sentem prazer de me acompanhar em um teatro, ou ir á um show de rock. Balada? Elas topam! Show sertanejo? Também. De Rock? Nem!
Eu sempre busquei coisas novas. Talvez por isso eu enjoe tanto de pessoas e lugares. Gosto de descobrir, desvendar qualquer coisa. Depois, perde o encanto. Sempre sonhei em ter uma casinha, morar em uma cidade gigante e ter mil oportunidades. Quase ninguém entende essa vontade. Acha que eu sonho alto demais. Já me disseram: “nem tudo é como a gente quer”. Eu sei. Mas ficar parado vendo algo que você não gosta vai me ajudar? Melhor quebrar a cara que se arrepender de não ter lutado por algo que a gente quer.
No final das contas, eu nem quero muito. Só quero achar e sentir essa tal da liberdade.
Razão
Consegui enxergar seu rosto de longe, enquanto o vai-e-vem de pessoas me deixava zonza. Sua presença era marcante, e para confirmar isso meu corpo resolveu ficar mole, minha respiração agitada e meu coração pareceu bombardear. A sensação de ver você ainda me inquieta. Já tentei respirar fundo. Não pensar em nada. Pensar em tudo. Mas qualquer pensamento me remete a você. Meu corpo arde pelo seu abraço, e meus lábios imploram por você.
Você se aproxima. Meu coração – inacreditavelmente – parecem se acelerar mais ainda.
Seu perfume.
Seu sorriso.
Controle? Ainda o possuo? Claro que não (branda o coração). Foco. Ainda o possuo? (Nem precisa responder). Qualquer sanidade existente se dissipa em milhões de pedaços com a sua presença. E isso não me incomoda mais. Seu abraço. Seu beijo. Você. E seu poder de conseguir quebrar todas as regras (que eu jurava que seriam inquebráveis) e mesmo assim me fazer sorrir.
#TOP5 dos cantores do The Voice
O The Voice gringo conquistou meu coração. Eu amo o brasileiro, dou muuuuita risada com o Carlinhos e o Lulu, mas piro nos gringos! Além dos jurados que são ídolos e arrasam muito, os cantores chamaram muuuuuito a atenção. Os estilos são diversificados e os participantes são talentosíssimos. Selecionei os meus favoritos, e gente, preparem-se para babar nos meus novos queridinhos:
#5 Barry Black
#4 Austin Jenckes
#3 Janes WolpertContinuar lendo “#TOP5 dos cantores do The Voice”
“A primeira provocação ele aguentou calado…
Na verdade, gritou e esperneou. Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas. E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão.
A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou porque não era disso.
Outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. Não gostou nada daquilo. Mas ficou firme. Era de boa paz.
Foram lhe provocando por toda a vida.
Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça. Tudo bem, gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça.
Na cidade, para aonde teve que ir com a família, era provocação de tudo que era lado. Resistiu a todas. Morar em barraco. Depois perder o barraco, que estava onde não podia estar. Ir para um barraco pior. Ficou firme.
Queria um emprego, só conseguiu um subemprego. Queria casar, conseguiu uma submulher. Tiveram subfilhos. Subnutridos. Para conseguir ajuda, só entrando em fila. E a ajuda não ajudava.
Estavam lhe provocando.
Gostava da roça. O negócio dele era a roça. Queria voltar pra roça.
Ouvira falar de uma tal reforma agrária. Não sabia bem o que era. Parece que a idéia era lhe dar uma terrinha. Se não era outra provocação, era uma boa.
Terra era o que não faltava.
Passou anos ouvindo falar em reforma agrária. Em voltar à terra. Em ter a terra que nunca tivera. Amanhã. No próximo ano. No próximo governo. Concluiu que era provocação. Mais uma.
Finalmente ouviu dizer que desta vez a reforma agrária vinha mesmo. Para valer. Garantida. Se animou. Se mobilizou. Pegou a enxada e foi brigar pelo que pudesse conseguir. Estava disposto a aceitar qualquer coisa. Só não estava mais disposto a aceitar provocação.
Aí ouviu que a reforma agrária não era bem assim. Talvez amanhã. Talvez no próximo ano… Então protestou.
Na décima milésima provocação, reagiu. E ouviu espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas com ele:
– Violência, não!”
Luis Fernando Veríssimo






