Novo mundo

NOVO MUNDO

Eu folheio minha mente a procura dos primeiros sinais da minha necessidade de ansiar por um novo mundo. Talvez foi quando eu descobri que a USP era a melhor e mais difícil faculdade do Brasil. Sempre fui muito arretada, sabe? Desafios sempre me conquistaram, os difíceis então… me tentam até hoje. E isso me persegue em todos os âmbitos possíveis: sou perfeccionista, detalhista e não me contento com pouco. Parece legal? É uma faca de dois gumes. Já perdi oportunidades bacanas por ter sido difícil de lidar – confesso – e vivido momentos divertidos por ter sido responsável demais.

Não, não sou perfeita e muito menos a senhora responsável. É que sempre eu penso demais, e acabo medindo todas as possibilidades e procurando os possíveis e futuros erros para tentar já ter uma solução antes de acontecer. Complicado, né? Agora imagina isso na minha cabeça. Todo dia! Geralmente, os melhores momentos que eu já vi foram por ter sido feito em cima da hora. Não consegui medir as consequências negativas e acabei aproveitando mais.

Mas – como eu sempre faço – vamos voltar ao assunto da vez: novo mundo. Esse ano para mim tá sendo o mais estressante e cansativo. Ano de vestibular. Decidir o que você quer pelo resto da vida. Se matar de estudar para passar na faculdade dos seus sonhos. Escolheu errado? Frustração para o resto da vida. Além da combinação: fazer o que você gosta + ter grana. Grana sempre pesa, né? Mas eu quero ter dinheiro o suficiente para conhecer todo o mundo. E riscar um mapa no criado-mudos de casa. Não gosto da minha cidade (muito). Aqui é legal, ok. Mas embora tenha várias amigas, nenhuma delas se interessa pelos assuntos que eu gosto, sentem prazer de me acompanhar em um teatro, ou ir á um show de rock. Balada? Elas topam! Show sertanejo? Também. De Rock? Nem!

Eu sempre busquei coisas novas. Talvez por isso eu enjoe tanto de pessoas e lugares. Gosto de descobrir, desvendar qualquer coisa. Depois, perde o encanto. Sempre sonhei em ter uma casinha, morar em uma cidade gigante e ter mil oportunidades. Quase ninguém entende essa vontade. Acha que eu sonho alto demais. Já me disseram: “nem tudo é como a gente quer”. Eu sei. Mas ficar parado vendo algo que você não gosta vai me ajudar? Melhor quebrar a cara que se arrepender de não ter lutado por algo que a gente quer.

No final das contas, eu nem quero muito. Só quero achar e sentir essa tal da liberdade.

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