Passado/Presente

(Escrevi esse texto de madrugada, então entendam a noção de horário como se fossem umas cinco da manhã.)

passado presente

Era para ser um sábado normal, com os amigos de sempre, aproveitando o dia e colocando a conversa atrasada. Era para ser um daqueles sábados – não – memoráveis, em que os colegas achariam a primeira festa do seu círculo e  iriam só para não deixar o final de semana em branco, depois de tanto estudo e estresse. Era para ser… Não foi. Umas quinze, ou dezesseis horas atrás uma das meninas olhava atenta seu último seguidor no Instagram: Seu ex namorado. Na verdade, nem ex, nem namorado. Uns cinco anos atrás eles resolveram consolidar uma amizade muito forte em algo mais forte ainda, mas nenhum dos dois se viam, e as promessas de beijos e abraços ficaram para depois. As tais intimidades eram substituídas por conversas longas no msn, telefone (foi assim que ele a pediu em “namoro), e mensagem. Uns dois meses se passaram e por situações adversas e como sempre acontece em qualquer tipo de namoro – até os imaginários – a amizade se encerrou por lá depois do pseudo término. Talvez o tamanho dessa introdução seja apenas um por cento do que a menina pensava quando viu sua foto. Nesse meio tempo de clicar e ver suas atualizações naquela rede social – Como ele está forte agora! – a história deles passava na sua cabeça. As brincadeiras, as conversas, as declarações, e as cinco ou quatro horas que passavam todo dia no telefone deram as caras na sua memória e um passado tão distante fez a menina reviver e querer tudo aquilo de novo. Isso foi umas quinze ou dezesseis horas atrás. A uma hora atrás eles sentaram e conversaram. Ela falava demais, e acabou – boba, boba, boba! – contando o que lembrara, que gerou o sorriso que tanto gostava nele e mais algumas histórias que ele resolveu relembrar também. A conversa encerrou uns quinze minutos depois. Ele se despediu dela com um longo beijo carinhoso no rosto. Bem carinhoso. Bem longo. Como se soubesse de tudo que passava na cabeça da menina. Já disse que isso faz uma hora? Nos últimos quarenta e cinco minutos ele não sai da cabeça dela. E isso não advém do fato dela querer tudo de novo. E sim pelo fato de ela não saber se aquilo é passageiro ou se vai durar.

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