Normal ou monótono?

E quando o normal começa a ser entediante, monótono e perde a graça? É normal ser um adolescente, estar no colegial, ter no completado no máximo um cursinho de inglês que só funcionou para saber os dias da semana… É normal ir em uma balada, “churras”, ter um ficante aqui, amizades, ir no shopping, teatro e só… É normal ir a escola, odiar estudar, se preocupar com notas, ralar no final do ano… Eleger uma matéria preferida, as odiadas e por ai vai: É coisa de todo adolescente normal. Ai volto ao começo dessa postagem:  E quando o normal começa a ser entediante, monótono e perde a graça? Ando ultimamente com esses questionamentos. Sou tão nova pra algumas coisas, mas frustada também. Já sou velha pra fazer ballet, começar a fazer kumon, não dá tempo de fazer um curso de informática devido ao tempo, participar de um time, começar um esporte novo. Quando mais nova, pensava que quanto tivesse essa idade seria tão…Grande. Eu via o pessoal do ensino médio tão bem resolvido, mais velho. E cá estou, cheia de duvidas, incertezas, perguntas e nenhuma resposta. Queria aparecer na Veja, Istoé, como aqueles jovens que se destacam, ou sonhando baixo em ter uma habilidade que eu dominasse. Mas nem isso. Aliado a esses problemas, tem a escolha do vestibular… Meu DEUS como é estressante. Como um jovem de 17 anos pode decidir o que fazer pelo resto da vida e com a chance de carregar o peso de uma escolha errada? Você tem que passar em uma faculdade boa, e orgulhar seus pais e mostrar para seus amigos que você é inteligente. Viver sobre pressão… Ah, como dói (a cabeça). Sempre quis ser diferente. Me apavora saber que daqui três ou quatro gerações eu vou ser esquecida. Talvez um nome, documento… mas todos que me conhecessem já vão ter morrido também. Meus pais, amigos, colegas, professores, avós, tios, primos, cachorro. Só osso no caixão. Queria ser lembrada pra sempre. E todas essas linhas se resumem em ter coragem e força de vontade. E aonde arranjar tanta?! Acho que se todos soubessem o mundo não teria tão poucas pessoas inesquecíveis…