Adjetivando

adjetivando

Sou uma péssima pessoa. Péssima por acreditar em padrões, tentar fugir deles e ainda me ver presa a eles. Péssima por não acreditar, por duvidar e não enxergar as qualidades quando elas estão ali, ó, escancaradas. Péssima por achar que um dia alguém vai cair de paraquedas, do jeito que eu imaginei, bem no meu colo. Péssima por não aceitar os defeitos alheios. Péssima por perder uma oportunidade perfeita.

Péssima por perceber tudo isso.

E continuar errado.

” Esse eu que é vós…

claire

…pois não ser apenas mim, preciso dos outros para me manter de pé, tão tonto que sou, eu enviesado, enfim que é que se há de fazer senão meditar para cair naquele vazio pleno que só se atinge com a meditação. Meditação não precisa de ter resultados: a meditação pode ter como fim apenas ela mesma. Eu medito sem palavras e sobre o nada. O que me atrapalha a vida é escrever: E – e não esquecer que a estrutura do átomo não é vista mas sabe-se dela. Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode dar uma prova de existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar: acreditar chorando.
Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se de livro inacabado porque lhe falta resposta. Resposta esta que alguém no mundo ma dê. Vós? É uma história em tecnicolor para ter algum luxo, por Deus, que eu também preciso.
Amém para nós todos.”

Clarice Lispector

Sobre amigos e decepções

sobre amigos e amizades

Eu queria não entender o porquê de existir pessoas que simplesmente passam depois de se instalarem com raiz e tudo no nosso coração. Infelizmente eu sei. É uma droga admitir coisas ruins – erros então, só de pensar já me sinto desconfortável – mas pessoas que desaparecem são apenas um aquecimento das decepções da vida.

Pode me chamar de pessimista, mas isso é só fachada. Tenho essa teoria de cor e salteado na minha cabeça, mas quando a prática chega… ai é outro nível. Com a mania de redes sociais (que alias eu exclui t-o-d-a-s pessoais) você se conecta mais ainda com pessoas que não deveria saber sequer o nickname do Instagram. Mas você sabe. Sabe o que ela fez no final de semana, onde faz academia e com quem anda. E surpresa: mais nenhuma foto com você. Em vez disso, suas fotos são substituídas por x pessoa. E ah, surpresa de novo: essa menina costumava fazer minha vida o inferno. E o melhor amigo dela? Lembra que ele me fez desacreditar ainda mais no amor?

O que antes era dupla agora é… nada.

Tentar aproximação? Já passamos disso. É complicado admitir que enquanto morremos de saudade de alguém, essa pessoa simplesmente já superou e só lembra da sua existência quando vê seu nome estampado na timeline ou cruza com ela em alguma balada. Nada mais do que isso.

As vezes tento ter esperanças nas pessoas, mas pelos fatos vividos desde o início da minha fase de socialização a tese tá mais do que inválida. Realidade, né!

Vídeo da semana

Ah, um dos vídeos mais fofos do planeta! Quem ai ama séries? Eu que sim! Tô viciada em “The Middle” e não paro de assistir os episódios. A ultima temporada lançada tem estado tão boa que assisti todos os episódios em 2 dias! E são 24! Haha! Um desses me fez derramar uma lágrima: O discurso da Sue. O vídeo tá em inglês, mas a tradução está abaixo.

“Sorrir é contagioso? Depois de muitas tentativas com vários assuntos, incluindo a família, os amigos, garçonete e um bebê hostil, eu, infelizmente, não fui capaz de provar a minha hipótese. No entanto, como muitos cientistas antes de mim, eu me recuso a admitir a derrota. Einstein demorou  10 anos para provar que “E = Mc ²” e se ele mesmo leva muito tempo então eu estou pronta para provar que sorrir é sim contagioso, pois acredito que há algumas coisas que desafiam a lógica. O anatomista Francês Duchenne escreveu que “alegrias são expressas no rosto pela contração dos músculos” mas ela só pode acontecer pelas emoções doces da alma. E Duchenne, tinha um sorriso inteiro em sua homenagem! Pense nos sorrisos ao longo dos anos que inspiraram todo um mundo de felicidade: Mona Lisa, Justin Bieber .. alguns podem rir de mim mas eu sei que, assim como eles riram de John Burton… Foi-lhe dito na escola que ele nunca seria um cientista e ele acaba de ganhar o Prêmio Nobel… Acho que isso só prova que ser inferiorizado por pessoas que pensam que sabem mais não é um obstáculo para ganhar um prêmio tão nobre. Então, eu vou continuar com minha pesquisa com um sorriso de cada vez até eu possa provar que sorrir é sim contagioso, porque eu não quero viver em um mundo que não seja.”

Aficionada

realizade aficcionada

E chega de mistérios caricaturados de nós mesmos. Chega dos tempos intermináveis e joguinhos de orgulho que não nos levam para lugar algum a não ser o fundo do posso.

Hora de assumir: O sentimento, a realidade e a necessidade que vem com tudo que está sendo criado nesses dias que se passaram. Intensidade… palavrinha que define nós. A incógnita que permanece aqui, perambulando na minha cabeça é a da duração. Tudo tão rápido e tão intenso… Será que vai acabar assim? Em um estralar de dedos como começou? Nós?

Poetizar

poetizar

Tento ser poeta, mas o que me resta das incansáveis tentativas é vomitar sentimentos e aflições para fora e tentar embelezar o interior – que eu costumava esconder até de mim mesma – com palavras que tentem descomplicar um pouco a parte mais complicada de mim: a mente.

Tento ser Vinicius, tento ser Pablo e invento de ser Clarice. Tento ser um pouco de tudo e mesmo assim continuar sendo o mesmo eu lírico de sempre.

Distribuo várias eus por ai e tento em uma delas encontrar as respostas para os meus questionamentos.

Freud explica?

Acho que nem ele.

%d blogueiros gostam disto: