Talvez

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 Já estou começando a odiar novamente esses surtos na madrugada. Meus pais me acham louca e estranha o suficiente quando eu acordo em um pulo e corro para o computador para não perder um flash de criatividade, ou algum barulho ou pensamento que me faz querer adicionar um enredo a isso. Dessa vez foi diferente. Telefone. Melhor amigo e inimigo. Pensei que tivesse te esquecido quando tomei um gole de whisky e disquei seu numero – ocultando o meu – para ouvir sua voz, e te bombardear de perguntas, esperando algumas respostas. Você não atendeu. De propósito talvez… Mas, as perguntas bombardeadas foram dessa vez bombardeadas pelo o som do meu coração tão rapido que livrou-se de qualquer sinal de segurança que houvesse em mim. Acho que nem saberia o que é falar. E muito menos dar um passo – minhas pernas encarnaram a forma de gelatina – enquanto ficava sentada no tapete do banheiro para não fazer barulho no escuro. Talvez a noite gelada, e o ambiente escuro me remediasse ainda mais a melancolia. Talvez a saudade, tão diferente das outras que já senti (e ainda sinto). Talvez foi a primeira coisa concreta no amor que já me aconteceu. Ou talvez seja minha ânsia de viver o passado, acreditando que ele um dia vai voltar. Talvez… Queria menos talvezes… Queria menos saudade… menos amor… menos história… menos sentimentos.

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