Si

Achei esse texto perdido por aqui… foi escrito no começo do ano, lá por fevereiro. Foi o único que não revisei ou troquei algumas palavras para que ficasse melhor escrito. Não tinha divagações assim há muito tempo e por isso quis deixar o texto assim, do jeito que está.

Captura de Tela 2015-05-09 às 21.57.11

Teço de uma realidade que não habita mais em mim e sensações que não quero que voltem e que já habitaram, trazendo um estrago monstruoso.

Penso em mim e sei que não sou egoísta por isso. Não seria também egoísta, já que não há atenção e muito menos alguém que eu tenha que colocar atrás. Se pronunciem e saiam das sombras, fantasmas. São todos invisíveis, monstros criados pela minha imaginação que sempre costuma fantasiar quando algo não está bem.

Só que decidi que não preciso enfrentar alguma situação difícil se ela não for primordial.

E esses monstros não sequer tão importantes assim. Talvez, um tempo atrás, foram, mas botei atrás tudo que eu queria de verdade e criei metas estrondosas que não correspondem ao que eu sou. E alias, o que eu sou? Não sei mas tenho certeza do que não sou.

Se desisto de algo que poderia ser perfeito ou desastroso seria eu uma covarde? Não sei.

Alias, o que seria de mim sem essas respostas que não consigo responder? Gosto de perder um pouco controle e me sentir assim, cheia de borboletas se remexendo dentro de mim e um vazio. Gosto do vazio e de como ele me faz me ver de verdade e me firmar no chão quando estou pronta para mais um voo, que vai explodir no chão e desgraçar tudo que anda tão bom.

Pela primeira vez gosto do que sou e do que virei. Gosto de como penso e de como ajo. Não está tudo perfeito, mas quando está? Eu estou conseguindo melhorar tudo e conseguindo, finalmente, seguir em frente. Mesmo deixando uma parte de mim evaporar junto com a saudade. Me sinto meio perdida, o que antes me apoiava e me guiava, hoje não existe mais. E no final, serei pó também. Pó. Eu serei pó.

Eu vou deixar – espero que muito mais pra frente – de existir, e vocês (alguém lê isso, afinal?) virarão pó. Transformaremos nossas breves existências em nada. Levaremos para o túmulo sensações únicas, experiências, memórias, pensamentos, confissões, perspectivas e julgamentos com você. Pouco a pouco até o ultimo fio de cabelo ira se decompor e planos não vão ser concretizados.

Se pensar desse jeito, as frustrações não parecem ser mais tão desastrosas, né?

É tão bom pensar em algo tão grande e dissolver nossos problemas a nada, pra variar.

Ponho a musica alto para ver se alivia um pouco meus pensamentos gritando sem eu saber porquê. Sempre é assim. Uma hora é bom, outra hora é ruim. Essas solidões não me apavoram mais. Isso que me apavora. Eu estar mal e saber que é breve. Que logo vou estar bem. Mas quero ser um pouco mais de mim e não ter vergonha de mim. Percebo que estou fazendo parte de num mundo que já entrei e que não quero fazer parte.

Quero ser quem eu sou, um pouquinho, só pra variar.

É tão difícil estabelecer isso porque nem eu sei o que sou, só o que não sou. Não quero parecer hipócrita mas esses pensamentos estão tão confusos que eu sequer consigo definir uma linha de raciocínio. Não consigo ordenar meu pensamento e só vomito palavras. Dessa vez, sinceras. Quanto tempo não conseguia escrever sem sequer ouvir o barulho do teclado loucamente rápido por causa dessa musica altíssima e mesmo assim ninguém ouve. Todos dormem e eu estou aqui, tendo uma crise idiota existencial questionando até quem eu deveria continuar conversando e quem não.

Gosto de tomar atitudes extremas porque são elas que mudam o curso da minha vida. E eu confesso que tô com um pouco de vontade de mudar. E parar de me prejudicar um pouco.

Eu preciso de um tempo pra mim, sem precisar de ninguém. Não quero precisar de ninguém. Quero viver pra mim e depois viver pra alguém. Não preciso de intensidade agora, preciso de algo calmo e legal. Preciso só de mim. Por ora, quero me bastar.

Droga, esse texto tá sendo prolixo demais e eu to me importando com quem vai ler e não quero que esse pensamento me consuma. Mesmo ninguém sabendo que eu sou, eu me importo com isso, o quão bizarro é esse pensamento?

Quero agora, que minha alma grite tudo que eu não tive coragem e que aja impulsivamente, enquanto toda minha razão é envenenada pelo impulso de berrar com palavras e sem precisar de caps locks.

Amo fechar os olhos e me entregar ao abismo da existência.

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