Amor encaixotado

amor encaixotado

Por que toda vez que te vejo meu coração retoma retomar os antigos sentimentos? Antigas sensações de um bau empoeirado que eu preferiria manter distância. Tudo tão velho e sem uso: nossa amizade, nosso amor, nossa paixão, nossa cumplicidade. Tudo tão antigo que sequer me lembrava. Mas num estalar de dedos meu estômago arde, minha perna amolece e meu coração parece atravessar minha garganta. Alertando – com um tom de sarcasmo mental – que o que eu pensava estar trancado a sete chaves voltou com uma força que eu já conhecia antes. Aquela velha amiga, a arrebatadora.

Sempre gostei do controle e você conseguiu me tirar dele completamente. Conseguiu – em uma fração de segundos – conquistar-me por completo. Cem por cento. Sem nenhum mas ou porém. Era sua. E você era meu. Tudo  tão instantâneo e intenso. Poderia ser como no começo – por que sempre tão bons? – quando tudo era cumplicidade e sorrisos. Quando eu olhava nos seus olhos e conseguia me encantar ainda mais. Quando eu sentia seu perfume e me alegrava. Quando seu abraço fazia meu mundo parar. Quando suas palavras aquetavam minha mente em erupção.

Como eu gostava – antes de tudo, inclusive de te amar – de ser sua amiga. De poder conversar horas e horas e nem ver o tempo passar. Quando num piscar de olhos o sol já nascia e brindava as várias noites inesquecíveis.

Como eu gostava daquele tempo. De nós.

Agora é tudo passado.

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