Mutável

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Noventa e nove por cento do nosso tempo decorre sem sequer deixar sinal de que passou. Segundos transformados em minutos, que viram horas, que viram dias, que viram meses. Sobram míseros um por cento nessa conta. Essa pequena fração muta o tempo e faz com que ele transcenda os ponteiros do relógio e permaneça por um boa duração – aquela que parece ser eterna  – no coração e nos pensamentos.

O tempo é também um veneno: Pode ser decisivo. Transformar tudo. E nada mais voltar a ser o que era antes.

Momentos assim se arrastam ou voam. Decisões. Pessoas. Lugares. De repente o tempo não é mais tempo. São pontes para novas experiências que só dependem dele mesmo para passar. Os segundos que antecedem o vestibular. O adeus a uma pessoa querida. O ultimo beijo. O ultimo abraço. Últimos ou primeiros: O primeiro olhar, o primeiro encontro, a primeira vez. Extremos.

O tempo é imutável e mesmo assim muta. Tempo são momentos. Aqueles que vão fazer uma lágrima ou sorriso brotar cada vez que seu pensamento lembrar de algo… ou alguém.

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