Feriados egoístas

A pauta de hoje? Feriados egoístas (Cê jura?). Hoje é um deles, e me fez pensar nisso. Para quem no máximo perdeu um parente distante, o dia se resume em descanso, mas para quem já perdeu um ente próximo esse tipo de feriado é um caos. Porque tocar na ferida quase cicatrizada e provocar mais dor? Porque obrigatoriamente nos lembrar de algo que não é esquecido desde a perda? Porque lotar os cemitérios e não nos dar um momento “a sós”? E por ai vai…
A história pode lembrar todos os fatos, e como é uma tradição. Talvez meu pensamento seja (e é) egoísta. Mas aqui é um meio de expressar o que eu sinto, então me sinto obrigada a reforçar que eu preferiria estar num dia normal, do que ter um reservado para me lembrar das minhas perdas, e de como eu gostaria de ter a presença de quem já se ausentou.
Dia dos pais, das mães… No jardim de infância as crianças que eram orfãs ficavam ainda piores quando vinham as “tias” com lembrancinhas pra cá, porta-retratos pra lá, homenagens e por ali vai. No dia dos pais idem. Para quem tem os dois consigo era uma animação, mas poucas desses momentos serão lembrados, devido a frequência que a escola realizava… Já quem não participava, era um martírio cada vez que as datas se aproximavam. Então a “massa” aproveitara enquanto a minoria sofre?
Minha solução para ambos os casos? Feriados 2x por mês na quinta feira (para emendar na sexta) só para descansar e sair… sem se preocupar com o que a data significa.

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