Estorvo

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Os cabelos encaracoladas daquela menina caiam na altura de seus ombros de forma tão harmoniosa que pareciam que eles estavam ali apenas para decorar e embelezar aquele cérebro tão substancioso.

Se pensamentos tivessem peso, a menina carregara uma tonelada deles por dia. Aquela máquina nervosa trabalhava sem pausas, sem descansos, sem intervalos. E crescia, como se fosse explodir a qualquer momento. A menina inclusive pensará que ele cresceria ao ponto de se tornar um buraco negro e engolir tudo por completo. Porque, para ela, pensamentos demais eram sinônimo de complicação. E lidar com eles era um trabalho árduo. Quase como se propositalmente eles se amontoassem todos para tornarem-se inextricáveis.

Alguns textos não tem finais porque não contam histórias, porque não se sabe o desfecho, porque talvez ele ainda precise de mais dois pontos e continue por aí, sendo feito na mesma proporção que o ponteiro do relógio se move.

E mesmo com essa estrutura onisciente de texto, não tenho a resposta para algo. E nem ao menos sei onde encontra-lá. Mas talvez, menina, o que você precisa seja uma dose, daquelas homeopáticas, de algo aquém da razão.

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