Quimera

quimera

Fujo. Não por covardia.

Fujo por transcrever com exatidão um futuro que não quero que seja meu. Fujo dessa embriaguez forçada que me faz perder a razão que eu prezo com tanto zelo. Fujo dos meus movimentos involuntários que me fazem querer que eu seja chamada de sua e te adoçam quando suas noites andam tão amargas.

Fujo das suas palavras sussurradas, por mais que elas me persigam em madrugas onde a divagação é minha melhor amiga e meus pensamentos são embalados por qualquer mocinho que toque bem violão e tenha uma voz mansinha.

Me sinto culpada por ter vindo até aqui. Mesmo sabendo que não havia outro caminho que não fosse a decepção e uma queda que sequer vejo o chão, de tão fundo. Me sinto culpada por desperdiçar meu tempo percorrendo toda a nossa estrada para chegar de volta ao caminho da normalidade. Enquanto faço essa caminho, sozinha, absolutamente sozinha, vou me lembrando de você e isso já me dói agudamente.

Uma pena que você só foi uma miragem de alguém que valeria a pena.

 

2 comentários em “Quimera”

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