Paz

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Esperei que a água quente molhasse todo meu cabelo e escorresse para o meu corpo enquanto fechava meus olhos e chorava baixinho. A sensação das lágrimas misturadas com a água me dava uma sensação solitária, mas anestesiava toda angustia que eu sentia enquanto eu era corroída pelos meus problemas.

Minha mente atravessava um plano e se protegia de todas as duvidas que havia dentro dela. Essa auto-proteção só acontecia enquanto eu entrava em paz comigo mesma ou quando tentava me entender. O lado ruim de mim mesma sempre se intromete nesses conflitos existenciais e toma as rédeas. Dramatiza. É pessimista. Coloca para baixo do tapete todas as qualidades e lustra os defeitos. Foge com toda a minha energia. E me deixa lá, prostrada em um chuveiro tentando organizar e encarar os fatos, buscando alguma solução para resolver tudo.

O cansaço, embora pertinente, não rouba minha energia por completo. Ainda sobra um pouquinho, que alimenta o restinho de otimismo existente aqui dentro e vence – quando será de uma vez por todas? – a parte ruim de mim mesma, que me arrastada para o abismo da solidão.

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